Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

O peso das palavras

Quando se diz algo importante a alguém temos de ver que estamos em Portugal. E que as palavras têm pesos diferentes em diferentes línguas. Dizer “Te Amo” em brasileiro, não tem muita importância. Dizer “I Love you” em inglês tem a mesma importância do que se dissermos de uma saia nova. Porém, dizer em português que se ama alguém, temos de convir que a coisa custa a sair. E para sair – na maioria dos casos – é mesmo verdade!

As palavras – pelo menos para as mulheres – têm imensa importância. Na generalidade, as mulheres alimentam as suas emoções de palavras. De palavras ouvidas. De palavras lidas. De palavras escritas. E acima de tudo, de palavras sentidas.

Há homens que utilizam sempre as mesmas palavras para mulheres diferentes. Acham que assim têm sorte. E acredito que tenham, até ao dia em que elas descobrem que afinal são uma mera repetição que perdura desde a adolescência. Dizem que são nossos para sempre, chamam principezza à mulher e à amante que é para não haver confusão, dizem que querem ter um filho nosso... enfim balelas!

Depois há os que dizem que finalmente tiveram uma epifania connosco, que não tinham a noção do que era uma relação verdadeira e que de repente viram a luz e praticamente querem converter-se a esta nova corrente em busca da verdade e da essência. Descobrem é sempre uma nova luz na nova relação. Não sei como não ficam encandeados com tanto brilho! Ah! Deve ser porque a luz da relação anterior, de repente, se transforma em trevas.

De minimais repetitivos aos ofuscados, passando pelos dissimulados e iludidos, todos eles enganam e acima de tudo, enganam-se. Escorregam nas palavras do amor como se de dejectos caninos se tratassem.

E depois admiram-se que as coisas comecem a cheirar mal!

TNT
publicado por TNT às 01:22
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19 comentários:
De Precious a 9 de Outubro de 2007 às 03:33
Os actos valem mais que muitas palavras ditas em vão...
De TNT a 9 de Outubro de 2007 às 10:00
Palavras e actos devem andar de mãos dadas... devem ser sócios inseparáveis.
Para se evitar escorregadelas!
De Anónimo a 9 de Outubro de 2007 às 11:23
Desde cedo que aos homens ficaram destinados aos actos! Começámos com espada numa mão e escudo noutra, a armadura e toda uma parafernália de elementos que fizeram de nós gerreiros.

As palavras ficavam pelos gritos de guerra quando se avançavam heroicamente nas investidas contra os inimigos:
- A ELES!
- MATEM-NOS A TODOS!!!
- NÃO DEIXEM SOBREVIVENTES!!!!
- AAAAAAAAAAAHHHHH

Entretanto evoluimos e colocaram-nos uma pasta, um portátil ou uma sacola maricas e fora com espadas e escudos! Mandamos os cavalos para concursos de equitação queques e sentamo-nos rotineiramente em secretárias... com teclados de sensibilidade dúbia e cadeiras com rodinhas!!!

Os nossos actos continuam a valer muito mais que as nossas palavras, o homem faz-se nos actos e as palavras tentam acompanhá-los!

Gajo que é gajo agiria assim noutros tempos, chega-se ao patrão (o actual inimigo para todos os efeitos):
- Ouve lá oh meu C#*#$"$!!! Amanhã não venho!
- Ah sim? E porquê?
*ooops*
- aaahhhh... porque... aaaahhh


No campo de batalha era assim, primeiro "A ELES!!!" e depois conversamos...

Ah e tal... então queriam vir aqui e levar tudo, hein?

hein?
As acções fazem o homem, e estas nunca se gastam ao contrário das palavras!
De TNT a 9 de Outubro de 2007 às 11:41
Embora não concorde inteiramente, não pude deixar de me rir com este fantástico comentário!
Que pena ser anónimo...
De Perignon a 9 de Outubro de 2007 às 11:49
Eu não queria pô-lo anónimo... mas quando escrevi já tinha saído!
De Hailstorm a 9 de Outubro de 2007 às 14:17
Que direi eu, que não acredito no amor....

E esta hemmm...
De TNT a 9 de Outubro de 2007 às 14:27
Hailstorm,
Não sei se viste no IF mas contacta a TseTse por favor para tsetse.pt@gmail.com.
Bjs

PS: Não acreditas no amor ou nunca experimentaste?
De Hailstorm a 9 de Outubro de 2007 às 16:07
Já enviei um mail para a morada que referias...

Quanto ao amor...não acredito mesmo.
Demoraria algum tempo a dar-te a conhecer as razões, mas adianto-te isto: confunde-se facilmente intimidade, afinidade, cumplicidade e paixão com o dito "amor".
O termo amor abrange muito e explica-se muito pouco, o que a meu ver não me convence da tua existencia.

E a procura desenfreada pelo mesmo?...parece a demanda do graal. Andam á séculos á procura de algo que pouco se sabe alem do facto que "poderá" ser uma taça...
Lamento, não tenho séculos de vida para procuras vãs e como tal, contento-me com menos que isso... e sou feliz pois as coisas estão dentro do alcance do meu braço, e não apenas do meu desejo.

Lamento, mas não acredito em fantasmas.
De O_Alminhas a 9 de Outubro de 2007 às 15:50
Tens razão... antigamente, "eu, tu, sexo, já!" chegava para pôr as coisas a andar... procuravam-se outros «pesos», hihihi!
De V.A.D. a 10 de Outubro de 2007 às 01:21
"Parco em palavras, basto em acções" Eheheheh, esta devia ser a divisa, não acha...?

Um beijo... Silencioso :-)
De TNT a 10 de Outubro de 2007 às 01:30
De M a 10 de Outubro de 2007 às 01:56
Curioso com a curto prazo nos entedemos melhor na ausência das palavras e como depois elas nos são essenciais para continuarmos a não depender delas!!
De m a 10 de Outubro de 2007 às 01:59
Dar uma morada falsa é desonesto...
De gomesh a 10 de Outubro de 2007 às 15:37
Por essas e por outras é que eu adoro o Inglês... posso dizer "I love you" num bar e a rapariga sabe que quero mais qualquer coisa dela... mas sem querer casamento... ou algo semelhante... London rules!
De TNT a 10 de Outubro de 2007 às 15:42
London rules completamente!
Como te disse, estive aí neste fim-de-semana prolongado. Se quiseres espreitar... http://experimentamos.blogs.sapo.pt/
Não é que te vá dar nenhuma novidade, mas pelo menos tens a visão de uma tua conterrânea sobre a cidade onde escolheste viver...!
Bjs
De gomesh a 10 de Outubro de 2007 às 16:25
"Been there, read it..."
Tomei a liberdade de te deixar uns comentários...
De TNT a 10 de Outubro de 2007 às 16:30
A que já respondi em conformidade!
De gomesh a 10 de Outubro de 2007 às 16:41
Outra coisa não seria de esperar de ti... I'll see you at the orangery one of these days"
De antiego a 3 de Dezembro de 2008 às 12:18
É uma falta de riqueza de espirito ligar tanto às palavras. Realmente, o gesto é tudo. Não às palavras, mas como elas são pronuniciadas.

Pessoa que repita as mesmas palavras, para toda a gente, concerteza que não o diz sentindo-as. E isso deveria ser detectável. Só que essa tal cegueira pelas palavras, não detecta as ocas. Ainda mais querendo ouvir mentiras, doçuras.

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