Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

Semântica do Amor

(Exercício de Escrita)

- O jantar correu muito bem, não te parece? Eu diria mesmo que foi um sucesso!
- Sim foi fantástico, somos uns anfitriões de mão cheia. Uma grande equipa!

Os convidados tinham acabado de sair e só faltava levar os cinzeiros para a cozinha. Ela estava cheia de vontade de se embrulhar com ele. Este sentimento de missão cumprida e partilha de tarefas e prazeres, tinha-lhe dado ali umas sensaçõezitas que precisavam de ser tratadas com acuidade e grande espírito voluntarioso...

Aproxima-se dele que estava de volta do portátil, puxa-o para si levantando-o da cadeira. Beija-o avidamente, passa-lhe as mãos pelo rabo apertando-o contra si. Levanta ligeiramente a perna e roça-a pelo sexo dele.

- Vou para a cama... e tu?
- Eu fico mais um bocado, quero acabar isto...
- Acabas amanhã quando acordares!
- Fico mais descansado se ficar com isto despachado...
- Ok, nesse caso vou deitar-me.

Ela dirige-se para o quarto incrédula. A memória de se comerem como coelhos em todos os cantos da casa e a toda a hora, não estava assim tão distante. “O que pode ter acontecido? Terá ele perdido o interesse por mim? Será que estou gorda, não serei já atraente? Haverá outra pessoa?”

Continuava neste turbilhão de pensamentos, numa inquietude interrogativa, quando ele finalmente foi para a cama. Teriam passado umas quase três horas. Ela permanecia acordada, em pulgas, sem sono, e sem compreender.

- Estou cheio de sono... aquilo cansou-me.
- Eu estou acordadíssima, sem sono, queres que vá para a sala para não te incomodar? É que estou um bocado inquieta...
- Não, fica aqui... gosto de te ter na cama, de te sentir aqui ao lado.
- Eu sei...

Foram as últimas palavras que trocaram...
Ela precisa de alguém que a ame. Não precisa de alguém que ame tê-la ali ao lado.

TNT
publicado por TNT às 17:32
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10 comentários:
De Anónimo a 7 de Janeiro de 2008 às 18:31
acabo de perceber que é isto que sinto. Ainda que também seja bom, não quero que ame ter-me sempre a seu lado. Quero alguém que me ame, que me deseje ardentemente.... sempre!
De anikin a 8 de Janeiro de 2008 às 00:58
Espera lá!

Ela levanta-o da cadeira??? Fortinha hein?

E fica acordada a pensar em sexo? E aquela tua palestra sobre as meninas preferirem o sexo matinal, depois de bem repousadas e tal?

Estou baralhado!

Gostei muito da frase final. É o resumo final de muitas relações, creio eu.
De Inocêncio da Silva a 8 de Janeiro de 2008 às 12:46
...e ele apaixonou-se por ela.
Uma paixão avassaladora e poderosa que lhe roubava o fôlego e lhe incendiava a vontade e o desejo.
A indiferença dela acabou por se dar por vencida e a boca teceu as palavras que ele á muito desejava e ansiava ouvir: Sim...
A sua paixão irradiava os seus dias e ofuscava a multidão anónima, que mesmo sem os conhecer sentia-se tocada, emocionada e ciumenta com tal luz.

...

...tudo acabou com um sopro numa vela, ficando apenas os cacos de um coração partido caído num chão de interrogações e duvidas.
A mente julgava-lhe a culpa em praça publica e condenou o homem ao celibato até que o tempo o esclarece-se da verdade.

"Ela amava a forma como tu a amavas, mas não te amava a ti..." disse-lhe um dia o vento ao virar a esquina da rua que dava para a casa onde habitou em tempos o seu primeiro e único amor.

O sentimento era o mesmo, mas a direcção era diferente.
De cigana a 8 de Janeiro de 2008 às 23:03
Estes teus exercícios de escrita apanham-me sempre desprevenida... O tipo não estava nos seus dias, pronto!
Lembrou-me aquela anedota de quando o Benfica perdeu e ela julgava que ele tinha outra!
De AlfmaniaK a 9 de Janeiro de 2008 às 02:33
Gosto da conclusão... ainda que resulte numa sumarização estranha às relações, como a sugerida no início do texto, mas soa bem, e lá está, a conclusão tem pujança na mensagem.
Está... bom. Parabéns!

(curiosamente, ainda soa melhor quando se relê o título)
De Mia a 9 de Janeiro de 2008 às 09:32
certeiro. bonito. (já disse certeiro?). fiquei a pensar. sempre me contentei com alguem que me amava só por estar ali. ate que deixei de estar e, até hoje, ainda não sei se não seria suficiente... ou pelo menos melhor do que não estar em parte de ninguém :)
De Allie a 10 de Janeiro de 2008 às 10:42
Adorei a frase final. Boa conclusão.
De Allie a 11 de Janeiro de 2008 às 08:32
Se não te importas, gostaria de a usar num post. Pode ser?
De TNT a 11 de Janeiro de 2008 às 16:23
À vontade...
De O_Alminhas a 11 de Janeiro de 2008 às 10:59
Xiii, pá, isto não é nada assim... este tipo de atitude é completamente contraditória com o pressuposto de que parte, o de que já há duas pessoas relacionadas, com compromisso suficiente para viverem juntos e serem anfitriões de amigos, e se apresentarem como um par... peço desculpa por discordar.

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