Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

Mirror mirror on the wall...

Estava num jogo de king quando já não sei porquê, começou-se a falar de relações. Claro que as minhas histórias dão sempre para rir, desde miúda que só me envolvo com galdérios, como já tive oportunidade de referir noutros posts no Interno Feminino. Começo então a contar aos presentes, o tipo de tangas que me davam, que eu identifico à légua, com exemplos específicos. A risota foi geral embora eu fique sempre com um travo um bocadinho amargo...

Um dos presentes e a propósito da conversa da promiscuidade, mostrou-me isto http://researchnews.osu.edu/archive/chainspix.htm . Aquela bolinha azul com várias extensões de bolinhas cor de rosa que até chegam a compor uma estrela, seria certamente meu namorado, caso eu tivesse frequentado a escola Jefferson. Não andei nessa, andei noutra, mas as estrelas compostas de bolinhas rosa, mantêm-se.

A secundária já vai longe e continuo na mesma. Continuo a gostar dos reis da festa, dos centros das atenções, dos fabulosamente atenciosos e atentos, dos rápidos, perspicazes e incisivos, carismáticos e líderes, com um sentido de humor hipnotizante.

Uma rapariga que também estava presente, comentou que nunca tinha andado com nenhum homem desse estilo, que gostava deles discretos e introvertidos e que se calhar eu os escolhia assim, porque sou igual. Embora não lhes chegue aos calcanhares em galderice, confesso que tenho algumas semelhanças. Não dou é tangas porque não é o meu estilo. Só minto quando a coisa já está mesmo decadente e nem vale a pena apostar. Quando está mesmo por um fiozinho e já estou mais para lá do que para cá.

O que me leva a pensar: será que escolhemos o nosso reflexo nas outras pessoas? Será que afinal gostamos é de nós próprios e queremos ver-nos nos outros, todos os dias? Será que somos o cúmulo do narcisismo sem sequer dar por isso?

Que eu sou a rainha da auto-estima, já sabia. Mas chegar a isto, já é exagero!!!

TNT
publicado por TNT às 13:08
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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

As saudades que eu já tinha da minha alegre casinha...

Noutro dia fizeram-me uma observação curiosa...
“Tu nunca gostaste realmente de ninguém... tu limitas-te é a gostar que gostem de ti”. Isto é muito mau, convenhamos...

É verdade que nunca sonhei com a alegre casinha, embora a tenha tido até mais perto que a maior parte das pessoas (semi private joke... eheh). Mas o sonho que a maioria das meninas têm do maridinho e dos filhinhos, eu nunca o tive... O que, de resto, causou e continua a causar imenso transtorno a muito boa gente. Adiante...

A cultura dos afectos, não me atingiu. O sonho do príncipe encantado não me bateu à porta. A alegria e realização através dos filhos, nem sequer nunca espreitou. A paixão, essa, nem sequer me acenou ao longe.

Creio que só uma vez me aconteceu gostar mais de alguém, que esse alguém, de mim. E confesso que não gostei da sensação. E agora, quando olho para trás para as minhas relações, posso ver que fui muitas vezes injusta, por nem sequer perceber o estado em que eles se encontravam. Peço desculpas especificamente ao CN, ZP e R, que gostaram infinitamente mais de mim, que eu deles.

Chego a pensar se não serei demasiado masculina nas relações, ou seja, caço, consumo e deixo os despojos para os necrófagos.

TNT
publicado por TNT às 15:11
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Quem é que anda por aí...?

Fui desafiada pelo oamante para responder a este jogo rápido. As regras são simples, é responder às perguntas e passar o jogo a três pessoas do mundo dos blogs. (não se podem repetir os escolhidos)

                         Jogo rápido de respostas

 1 - quem você admira?
 2 - o que faz nas horas vagas?
 3 - característica que mais gosta em você?
 4 - defeito?
 5 - o que não suporta nos outros?
 6 - um medo?
 7 - uma lembrança de infância?
 8 - uma mania?
 9 - uma viagem inesquecível?
10- um homem bonito fisicamente?
11- uma mulher bonita fisicamente?
12- livro de cabeceira?
13- a canção da sua vida?
14- sou péssima(o) em?
15- sou boa(m) em?
16- passo este desafio a:

As minhas respostas são:

1 - Mozart, George Lucas, Steve Jobs, Bill Clinton, Al Gore, Maria José Morgado, Catarina A Grande...
2 - Cinema, Jogo, Durmo
3 - O sentido de justiça
4 - A impaciência
5 - A ignorância
6 - De perder (pessoas que gosto, discernimento, energia, tempo...)
7 - Apanhar lapas, caranguejos e mexilhões na praia da Parede
8 - Tomar conta das situações, controlar
9 - Tantas... Nova Iorque, talvez. Ibiza, Vitória...
10 - Só um? Clive Owen, pronto...
11 - Nicole Kidman
12 - Neste momento estão Histórias de Mulheres, Rosa Montero / Como fazer amor como uma actriz porno, Jenna Jameson / Idoru, William Gibson
13 - Para várias etapas da vida, várias canções: "Sign your name", Terence Trent d'Arby / "Homem do Leme", Xutos & Pontapés / "I Predict a Riot", Kaiser Chiefs
14 - Lavores, arrumar seja o que for, passar despercebida, esperar, exercício físico coordenado (ginástica, bicicleta, etc)...
15 - Eh pá, não faço ideia! Cozinhar, socializar, persuadir, planificar, jogar poker... Uma destas há-de ser com certeza.
16 - Tsetse; Gatafunha; Antídoto

Deverão copiar as questões e responder nos vossos blogs. Para que todos fiquemos a conhecer-vos um pouco melhor. Divirtam-se, e espero que aceitem o meu desafio.

TNT
publicado por TNT às 14:04
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Zona Interdita a Crianças Barulhentas

Estava no El Corte Inglés em plena quadra natalícia, na zona de restauração a papar qualquer coisinha quando passa um casal com uma criança de uns dois anos e outra num carrinho de bebé, que insistia teimosamente em não passar pela minha mesa, encalhando com as rodas nos pés da mesma. Pimba, cacetada na mesa, pimba cacetada na cadeira. A criança do carrinho desata aos berros, a criança a pé, aos berros desata.

Olho para a frente e dou de caras com o aviso “Zona de Não Fumadores”. Um dístico verde bandeira com as letras brancas e a sinalética de proibição a vermelho. Começo a imaginar um outro dístico que deveria estar em alguns locais, a bem da sanidade mental da maioria dos adultos: “Zona Interdita a Crianças”.

Como o ‘politicamente/socialmente/whatever correcto’ está visceralmente introduzido nas nossas vidinhas plásticas do civilizadamente correcto século XXI, parece mal dizer estas coisas em público. No entanto, e porque sou uma desbocada, estou tentada a fundar um movimento de restrição a crianças menores de, sei lá, 12 anos (?) em alguns locais.

Vejamos: o que pode incomodar mais? Um tipo a fumar-nos para cima enquanto saboreamos a sandocha ou uma criança aos berros e a espalhar Milupa por todo o lado? É quantificável? Dependerá das situações – quantidade/proximidade da emissão de fumos versus o volume decibélico/quantidade de Milupa espalhada – mas temos de convir, que no mínimo é tão ou mais incómodo que o fumador.

E se existem zonas que nos protegem dos fumadores, porque não existirão zonas que nos protejam de outros agentes nocivos à nossa saúde mental? Sei que os sinceros não vão opinar porque parece mal, sei que os outros todos terão uma palavra a dizer. Contra... claro!

Mas a mim, para ser completamente honesta, parece-me que até os próprios pais das criancinhas barulhentas e insuportáveis, dariam graças por haver espaços children free... Para um time outzito.

Deviam haver restaurantes ou zonas de restaurantes interditas a crianças. Nos supermercados, nem vê-las. Ou então estabeleciam-se uns horários, tipo recolha obrigatória. A partir de certa hora não poderiam haver crianças espalhadas por aí.

Era muito mais justo para todos: fumadores, não fumadores, procriadores, não procriadores. Todos diferentes, todos iguais...

TNT

publicado por TNT às 13:44
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