Terça-feira, 27 de Março de 2007

Carta de (des)Amor

(Exercício de Escrita. Tema: Carta a terminar uma relação. Curso de Escrita, 2006)


Pinheiro da Cruz, 13 de Junho de 2006


Minha querida Fátima,

Já havia algum tempo que não te escrevia mas agora dou-te as novidades todas de uma vez só!

Lá se passou mais um dia dentro desta divisão que é agora a minha casa. Anseio pelo fim-de-semana em que me venhas visitar, é o primeiro de Julho, não é? Tu e o teu tio Amílcar que me prometeu o prazer da sua companhia e um presunto lá da terra!

O que me leva a escrever-te é mais uma vez agradecer-te todo o apoio que me tens dado e que tem sido fundamental para aguentar as coisas aqui. Como sabes, o Medalhas tem-me feito a vida negra e se não fossem as tuas cartas e saber-te aí fora sempre atenta, não sei o que teria sido de mim.

Quem diria que uma rapariga séria como tu, iria alguma vez responder ao meu anúncio? És uma boa alma, uma santa que me apareceu! E estarei sempre agradecido a ti e à tua família que me têm acolhido de braços abertos.

Mas chega de desgraças! Diz-me, como estão os teus gaiatos? O Telmo, já não gagueja tanto? E o Ruben, já o inscreveste no clube recreativo? Vê lá isso, porque o miúdo tem mesmo jeito para a bola, pode ser que se safe...

Ontem vi aqui um filme muito jeitoso, aquele que me falaste que tinha passado na TVI. Mesmo que um homem não queira, acaba sempre por chorar. Ainda por cima aqui, que se está mais sozinho e a precisar de carinho. O problema é que o grupo do Medalhas anda sempre à coca das fraquezas da malta. E depois já sabes como é... Raios os partam!

Aquele guarda-prisional porreiro, o Zé Manel, arranjou-me umas revistas de motas. Eh pá, aquilo é que é! Gandas malhas! Assim que sair daqui vou trabalhar para a oficina do Neves e ver se consigo uma máquina daquelas. Quer dizer... espero que ele ainda me aceite. Mas acho que sim, ele é um tipo às direitas e amigo do seu amigo.

Esta semana estou de serviço à cozinha, e o director da prisão já enviou um comunicado a dizer que devo ficar mais dois meses pelo menos, pois gostam do meu trabalho. Acabei por sugerir fazerem aquele puré com cenoura que me mandaste a receita na carta de Fevereiro. Pelos vistos, toda a gente gostou e ele agora quer que eu permaneça de serviço à cozinha durante mais uns tempos.

Para mim, encantado da vida, é muito melhor e corro menos riscos, como calculas.

Finalmente fiz novos amigos e sinto-me menos só, apesar de tudo. Temos trocado revistas e alguns livros. Fumamos uns cigarritos no recreio e conversamos sobre as nossas vidas e dos planos para quando sairmos daqui.

Chegou um tipo novo, um brasileiro, o Leonardo. Chamamos-lhe Leo. Veio aqui parar porque foi obrigado a traficar para poder arranjar maneira de ficar em Portugal. Agora está em Portugal, mas não era bem isto que ele tinha pensado. É bom rapaz e temos falado muito. Ele conta-me coisas do Brasil, coisas que eu gostava de conhecer e de visitar mas pelo andar da carruagem nunca vou poder visitar aquelas praias de Copacabana que se vêem nas novelas. E eu conto-lhe as coisas daqui e das nossas praias, ah pois claro, não são só eles que as têm boas. Falei-lhe das férias na Caparica e na Lagoa de Albufeira, que é para eles saberem que aqui também há muito e bom turismo.

Enfim, tenho algum receio de continuar com esta carta, já que te vou confessar uma coisa muito importante que me aconteceu. Espero com isto que a nossa relação não se altere porque estas coisas acontecem e a gente nem espera, mas olha...

A verdade é que eu e o Leo nos temos aproximado muito e ele tem-me feito muita companhia, percebes? É que um homem sente-se muito só aqui. Só estando aqui para perceber. Só quem passa por elas é que sabe...

Não te quero ver a sofrer mas também não te queria mentir. Tens sido uma grande mulher e não te queria enganar. Sei que quando sair daqui, devo voltar a ter a minha vida normal e voltar a ser homem outra vez. Mas estas, são circunstâncias diferentes e espero que compreendas e que não me leves a mal.

Se não me conseguires perdoar eu compreendo, mas gostava que ficássemos amigos, pelo menos. Estás sempre no meu coração, mas neste momento tenho de satisfazer outro tipo de necessidades. E o Leo atrai-me muito. E protege-me, o que também é muito importante num lugar como este.

Espero que me perdoes e que compreendas. Estarás sempre no meu coração.

Teu,
Carlos Jorge

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Segunda-feira, 26 de Março de 2007

Pérolas a Porcos

Acabo de ver os resultados da votação dos “Grandes Portugueses”. Verifico com muita tristeza e azia que os grandes vencedores deste reality show são os piores de uma lista infindável de concorrentes (Salazar e Cunhal). Antes o Marco Borges do BB, no sketch dos Gatos!

Sinto-me fisicamente mal disposta por viver num país assim. Não por tais personagens terem existido na nossa História, mas pelos vistos, por nada ter sido aprendido.

Como é que é possível votar-se em Salazar ou em Cunhal, quando havia na lista D. Afonso Henriques que até bateu na mãe na defesa duma Pátria em riscos de ser perdida porque a maluca andava a dormir com espanhóis? Infante D. Henrique que apesar do seu gosto duvidoso para a moda, teve a visão, forçado ou não, de nos expandirmos de forma brilhante pelo globo? Vasco da Gama, grande navegador, Aristides de Sousa Mendes, um diplomata que arriscou o pescoço perante o senhor que ganhou, para salvar milhares de vidas, Fernando Pessoa, escritor genial que levou novamente o nome e orgulho portugueses a tantas paragens?

Eu nem sei o que dizer perante tamanha alarvidade do povo português, a não ser, ter um ataque de snobismo e dizer: realmente o povo não percebe nada! O povo não merece votar. O povo é pobre. Pobre de espírito. O povo não devia ter tantos privilégios como tem. E o povo, devia realmente viver numa ditadura, tanto de esquerda como de direita, e nem poder ver televisão. É dar pérolas a porcos...

Sempre fui muito patriota. Quem me conhece sabe que defendo Portugal, às vezes até demais, correndo o risco de me prejudicar. Neste momento, tenho vergonha de pertencer a esta nação valente e imortal.

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Domingo, 25 de Março de 2007

Lá se vai o Nasdaq outra vez...

Hoje sinto-me infeliz...
Normalmente tenho 5 a 6 dias destes por ano... Ultimamente tenho tido mais do que gostaria. O que é muito mau a vários níveis.

Quando estou infeliz não consigo trabalhar. E como sou freelancer, só ganho euricos quando trabalho. Como não trabalho, não ganho, como não ganho, não consigo pagar as contas, se não consigo pagar as contas, só de pensar nisso fico stressada.

Quando estou infeliz e stressada, como que nem uma besta. E quando como que nem uma besta, fico gorda que nem uma morsa. E quando fico gorda que nem uma morsa, nada me serve. E quando nada me serve, fico deprimida.

Quando estou infeliz, stressada e deprimida, fico cheia de electricidade estática. E quando estou cheia de electricidade estática rebento com os aparelhos electrónicos. E quando rebento com os aparelhos electrónicos espalho a minha desgraça pelo mundo. Rebento com telemóveis, computadores, ipods, pens, desmagnetizo dvd’s, cartões de crédito e de débito, um inferno...

Não me posso dar ao luxo de estar infeliz. A economia mundial depende disso!
Por isso, meu pequeno grande idiota: faz-me feliz, que eu não quero ser responsável por mais um crash bolsista!

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Quarta-feira, 21 de Março de 2007

Mensagem Pendente...

(Exercício de Escrita)

Ainda tenho 20 minutos. É só pôr o rímel e fico pronta. Está tudo muito bem, nada de rugas, nada de borbulhas, a maquilhagem está perfeita.

A saia podia ser um bocadinho mais comprida, mas que se lixe. Se é para ser, é mesmo assim. Os sapatos... são lindos, altíssimos de verniz rosa. Ele vai gostar. Vai babar.

Vamos lá à última verificação. Cabelo, check, maquilhagem, check, mini-saia e sapatos altos, check, perfume... ui falta o perfume. O da Donna Karan, o que ele gosta. Um pouco de perfume nos pulsos, peito, pescoço e nuca. Perfeito. Tudo perfeito. Só falta vestir o casaco e pôr as chaves na bolsa.

No meu telemóvel faltam 5 minutos para ele chegar. Não posso ficar assim tão ansiosa. Ainda fico enjoada. Vou ver um bocado de televisão. Sempre me distraio e o tempo passa mais depressa.

O que é que está a dar? Ah a Oprah... sobre doenças. Hum... não me apetece. As notícias também não... novelas muito menos. Música! Boa, é isso vou abanar-me um bocadinho para me descontrair. Eh pá estes sapatos são tramados para dançar, deixa-me cá tirar o casaco para não transpirar. Tenho de treinar dançar com estes sapatos, que horror...! Olha a figura que eu faria, nem tinha dado por isso. Ainda bem que experimentei aqui, sem ninguém a ver. Na na na, na na na na... esta música é o máximo!

Está atrasado ele... que estranho não é costume. Se calhar é melhor ligar para ver se demora, se está preso no trânsito. Não... calma, ele deve estar aí a chegar. Olha o aspecto que dá! São 10 minutos apenas. Deixa-me cá sentar e ver se já começou o Jay Leno. Nada...

Oh que seca! Ele sabe perfeitamente que eu detesto esperar. E nem diz nada. Que grande idiota! Bem, vou deixar-me de coisas e enviar uma mensagem a perguntar o que se passa. “Olá. Já tou pronta. Tás muito atrasado?” Enviar... Então...? Ficou pendente? Deve estar a passar num túnel ou assim. Estranho... continua pendente. Vou esperar mais um bocadinho e depois ligo, quero lá saber, estou farta de estar à espera.

Fui eu fazer a reserva em meu nome. Vamos chegar para lá de atrasados. Oh mas que chatice, isto agora já está a passar das marcas. Vou ligar-lhe e pronto. Olha esta agora...?! Agora diz que o número não está atribuído, estou feita. Já me estou mesmo a passar. Três quartos de hora atrasado e sem justificação. Daqui a pouco desligo o telefone e pronto! Não quero nem saber! Eu aqui toda produzida e ele feito estúpido, não aparece e com o telemóvel desligado. Realmente, haja paciência...

Bom, já passou uma hora. E ele sem dizer nada, o parvalhão. Vou ligar à Lili. Sempre desabafo. Olha, também me diz que o número não está atribuído. Estou-me a passar, o que é que se passa com estes telefones todos hoje?

“Tou Ana...? eh pá finalmente consigo falar com alguém, bolas! Então não é que estou à espera daquele palhaço há mais de uma hora e nem aparece nem diz nada, nem atende o telefone...?! Estou-me a passar! A seguir ligo à Lili e a mesma coisa, vê lá, que o número não está atribuído, ou lá o que é... Estou eu aqui toda arranjada porque íamos jantar e já só tenho vontade é de partir a cara a alguém... Vens já para aqui? Para quê? Deixa-te disso, não é preciso, estava só a desabafar. Mas se quiseres aparece. Ele já não deve vir, e mesmo que venha, eu é que já não saio. Palhaçada... Vens com a Sofia? Tá bem. Ligo-lhe eu ou ligas-lhe tu? Ah, ok ligas tu. Então vá, beijinhos, até já...”

-----

“Tou Sofia, é a Ana. Olha, a Maria tá outra vez vestida à espera do Zé Manel. Diz que tá atrasado. E ligou à Lili também. Eu disse-lhe que íamos lá, eu e tu. ‘Bora lá. Já passo aí a apanhar-te. Desce...”

- Quem é que lhe vai dizer desta vez? Dizes-lhe tu, Sofia? Eu já não tenho coragem...
- Ok, eu digo... mas como é que é possível? Já passaram quase 4 meses e ela continua nisto. Todos os fim-de-semana o mesmo número.
- Pois... não sei. Não sei o que terá sido pior. Se eles terem morrido, se eles terem morrido juntos. O Zé Manel e a Lili, juntos! Quem diria... Coitada da Maria. Bom, já chegámos, ‘bora lá então...

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Segunda-feira, 19 de Março de 2007

Wrestling em Óbidos

Desenganem-se aqueles que julgavam que Óbidos só servia para eventos chocolateiros de suprema qualidade, para património mundial ou para as tão ambicionadas 7 maravilhas de Portugal...

Óbidos para além de todas estas maravilhosas atracções, serviu também de palco ao inominável conselho nacional do cds. Parece que os meninos não gostavam do chefe e decidiram destituí-lo. Quem os pode censurar? Quantos de nós não pensámos também já nisso...? Posto isto, deram as mãos, vestiram os seus pullovers amarelos, elas muniram-se dos seus lenços hermès e montaram-se todos nas suas carrinhas e suv’s por ali fora, até chegarem à maravilha muralhada, para que mais nada entrasse e só um saísse. Pois um homem que não dá para dirigente desportivo, vai servir para líder de partido? Também... realmente os queques do cds, parece que não pensam. Qualquer benfiquista saberia isso de cor e salteado. Adiante...

Parece que aquilo não correu muito bem. Parece que nos festivais de chocolate, apesar das filas das excursões vindas de mirandela e vila praia de âncora, aquilo corre melhor. Há gritaria, que a há, mas parece que a coisa não chega a vias de facto.

Mas o cds, como partido cristão que é, tem aquelas manias de dar a outra face e não sei quê. Ora como a tia mizé é tão dada a misericórdias e assim, não me admirava nada que tenha sido isso que aconteceu. E vai disto o pequeno amaral aproveitou e espetou-lhe um tabefe para que a tia soubesse dar o lugar às novas. Que isto de levarmos todos roupinha linda e só alguns a poderem mostrar, vai contra os estatutos do partido, secção 3, alínea b.

Quem deve estar agarradinho à barriga de tanto rir é o tio sócrates. Que vê a oposição andar à bofetada por terras de Portugal, enquanto ele corre a meia maratona patrocinada pelos amigos da energia.

E o marques mendes não se ponha a fancos, que qualquer dia leva um calduço na testa de um qualquer discípulo de um wannabe emergente e nem pia. Já deve estar em pânico com o próximo congresso...

A minha proposta é que os congressos dos partidos da oposição sejam em arenas próprias, com portas abertas ao público e merchandising para o povinho poder torcer convenientemente pelos seus wrestlers favoritos. Eu cá começo já a apostar que o jerónimo limpa o sebo a uns quantos.

E vocês, em quem apostam?

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Sexta-feira, 16 de Março de 2007

As Telepeixeiradas

Atendo uma chamada não identificada no meu telemóvel...

- Tou?
- Tou é a XXX?
- Sim... diga
- Ó minha ganda pu*a, então andas metida com o meu marido?
- Ó querida, a menina vai ter de ser mais explícita... quem é o seu marido?
- Ainda por cima goza, esta va*a...
- Pois minha querida é que como ando com vários, é possível que ande também com o seu. Se tiver a gentileza de me dizer quem é...
- És mesmo pu*a! Como é que é possível...? (por esta altura já chora)
- Claro que sou, é verdade. Aliás se fosse certinha não andava com os maridos das outras e se calhar nesta altura andava a telefonar a outras gajas a insultá-las... Tenha uma boa tarde sim? E olhe, não chore que faz mal à pele. Rugas...!

Suponho que este telefonema tenha tido origem numa infeliz que anda a divorciar-se de um velho amigo meu, que o persegue e como ainda recebe as facturas detalhadas no antigo ninho de amor, vê a quem ele telefona e pimba, vai disto. Enfim, figuras tristes...

Esta criatura pertence a uma família muito chique, endinheirada e cheia de pergaminhos. Calculo que tenha tido alguma educação. Mas nada disso tem importância face ao enorme descalabro que é o de perder o seu “hóme”... Lá estala o verniz, lá se vai o chá, o bule e o abafador. Não há rituais que se salvem e a família que se lixe! O que interessa é fazer escândalos e gritar a plenos pulmões a nossa desgraça para que todo o mundo se compadeça da nossa triste situação de mulheres abandonadas...

Arrrrgh... Que vergonha! Não é nada comigo mas ruborizo de vergonha! Pela minha condição de mulher. Por saber que temos muitas vezes má fama, por causa de cenas infelizes como esta. Por hoje ter ouvido uma história de uma que engravidou para casar com... Por ter sabido de outra história de uma, cujo casamento já estava mais para lá do que para cá e vá de engravidar também. Por algumas mulheres usarem as armas mais primárias e vulgares para sacarem mais uns momentos.

Às vezes é triste ser mulher... Mas quando penso na alternativa... bem afinal se calhar não é assim tão triste!

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Quinta-feira, 15 de Março de 2007

Que mau ambiente!

Quem me conhece sabe que me preocupo com algumas questões ambientais. Embora não tenha filhos nem planos para os vir a ter, preocupam-me as alterações climáticas, a qualidade do ar, as pandemias e todos os males provenientes do progresso desregrado e da indiferença a Quioto.

É que não é preciso esperar pelas gerações seguintes para sentirmos que algo já está a mudar! Senão, vejamos...

Noutro dia recebi um convite para um almoço. Nada mais normal! Um almocito, coisa inofensiva, nada de especial... Minha questão imediata, “ai, o que é que vou vestir?”. Quando me apercebo do disparate que tinha acabado de me passar pela cabeça, fico muito, muito preocupada. Das três, uma. Ou estou demente, ou estou doente, ou é da qualidade do ar que ando a respirar! Não vejo mais nenhuma alternativa... Porque senão porque estaria eu preocupada com a vestimenta para um almoço? Eu, a rainha dos trapinhos, a Imelda Marcos do Ocidente?

Sempre fui muito segura, senhora do meu nariz (e que narizinho lindo!) e nunca me lembro de ficar à toa com parvoeiras deste género.

Só posso concluir que o amigo Al Gore tem razão e de facto já estamos todos condenados! Anda algo no ar e eu sou uma das vítimas...

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Quarta-feira, 14 de Março de 2007

Lá vem ela, sabendo que é linda...

(Exercício de Escrita. Tema: Personagem. Curso de Escrita, 2006)

“É linda!” – Desce as escadas saída da casa-de-banho onde esteve a pôr o gloss. Penso em que idade é que terá, e assusto-me com a ideia de que possa ser menor. Não me posso meter numa cena dessas... Hoje em dia, um gajo nunca sabe. Mas não pode ser! É tão gira, tão cheia de graça, está mesmo lá. Sabe sempre o que dizer, o Paulo até disse que ela era esperta demais. Não... deve ter uns 23, 24...

Lá vem ela...
Agita aqueles cabelos compridos que cheiram sempre a qualquer coisa como framboesa, tipo aqueles iogurtes de frutos silvestres da Adágio. Até apetece comer... Oh diabo! Parou... está a falar com aquele gajo que organiza os cruzeiros para Ibiza. Consigo ver a mão dele nas costas nuas dela. Quem é que a manda sair com aqueles tops sem costas? Só atados ao pescoço e com um trapinho à frente... Que chatice! Anda lá, larga esse gajo! Não vês o que ele quer? A minha menina não pode ir para Ibiza, nem pensar! Aquilo é só gente passada... Vá lá, vem mas é para aqui para ao pé de mim e deixa-te de te armares.

Largou-o...
Agora vai para a pista dançar, está a tocar a música preferida dela... Sign your name across my heart; I want you to be my baby... Que bem que dança, com uma suavidade, enquanto canta de olhos fechados. Sei que pensa em mim... E eu penso nela. Balança devagarinho e a saia curta movimenta-se de um lado para o outro, mostrando aquelas pernas até ao pescoço. Como é que ela consegue aquela suavidade toda com aquelas botas altas calçadas? Mas ficam-lhe mesmo a matar.

Acabou a música...
É agora... É agora que vem ter comigo, já não era sem tempo. Mas eu tenho de perceber, ela é mesmo assim. É a rapariga mais gira de Lisboa. Mais requisitada. E é minha! Sou um gajo cheio de sorte. Se fosse outra qualquer, queria ser modelo ou actriz. Mas ela não. Ela quer outras coisas. É mais ambiciosa. Quer ser jornalista e fazer aquelas grandes reportagens em cenários de fome e guerra. É assim a minha menina. Muito melhor que as outras todas.

Aí vem ela...
Preparo-me para a abraçar. Não... talvez não seja boa ideia. É melhor manter um ar cool, não vá ela pensar que me tem na mão. Vou fazer que não é nada comigo. Aproxima-se. Debruça-se no balcão e está quase em cima de mim. O decote descai um bocadinho. Já consigo sentir aqueles cheiros todos.

- Olá boa-noite... Queria um vodka limão por favor... Com uma palhinha, para não gelar os dentes!

Estremeço mas tento não mostrar. Que voz! Parece a Sharon Stone.
Trato da bebida e ofereço-lha. Ela agradece e aí vai ela outra vez para o meio da confusão.

O Paulo vem ter comigo enquanto limpa um copo,  – Pois é pá, tens razão. Ela vem sempre a ti pedir as bebidas. Deve andar aí a rondar. My man, gimme five!!!

Eu sabia, sabia que ela era minha. Não posso é dar parte fraca.
Daqui a um bocado está cá caída outra vez, vão ver. Ela não resiste.

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Quinta-feira, 8 de Março de 2007

O dia da árvore, do cão e do gato e claro... o da mulher!

Irrita-me solenemente haver um dia da mulher.
É de uma inferiorização da nossa qualidade como cidadãs, seres pensantes e autónomos, perfeitamente atroz.

Existe o Dia da Árvore, o Dia da Luta Contra o Cancro, o dia disto, o dia daquilo... e claro o Dia da Mulher. Estamos ao mesmo nível, portanto.

Porque precisarão as mulheres de um dia só para elas? E já agora, porque não têm os homens um dia dedicado a eles? (ah é verdade... têm, têm! É às quartas e chama-se champions league)

Faço desde já o meu apelo, mostrando a maior das indignações, para um dia oficial dedicado ao homem. Não me parece nada bem eles não terem estes benefícios fantásticos de calendário, que como sabem são absolutamente indispensáveis ao nosso bem-estar e dia-a-dia...

Se alguém hoje se aproxima de mim com uma flor... Grrrr!

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Um Piquinho a Azedo

Vejo um anúncio da Super Bock com aquele rapaz, o Bruno Nogueira. Até costumava achar-lhe piada, mas hoje em dia confesso que dificilmente o suporto. Não sei o que se passa, se anda mesmo muito aflito de dinheiro, se é das más companhias... Só sei que aquele anúncio da cerveja é deprimente.

Uma cerveja sem álcool já é assim uma coisa um bocadinho abichanada. Digamos que denota um piquinho a azedo.
Agora, uma cerveja sem álcool com sabor a pêssego, é paneleirice a mais! No fundo é um ice tea, sei lá, um néctar...

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