Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

Reality check!

Sou sincera demais. Já percebi isso. Já cheguei a essa conclusão há anos atrás. Mas tenho muitas dificuldade em deixar de ser. E acreditem que já tive mil e uma provas que deveria ser mais contida, mais enigmática, mais misteriosa e mais mentirosa. Mas a coisa para mim não é fácil.

Embora eu pespegue com a informação que considero necessária, quiçá mais do que necessária, aos homens que me rodeiam, eles nunca sabem o que hão-de fazer com ela. Não sei se por ser demais, se por ser demasiado diferente, se por eles acharem que só estou a armar aos cucos e que afinal sou uma sonsa acabada de sair das berças, não sei. Só sei é que digo, que explico, que exponho e nada é apreendido.

Porque eu digo que sou fria e distante. E isto não é apenas uma frase para causar qualquer tipo de impacto junto a um grupinho de góticos pálidos. Eu sou realmente fria e distante! Porque eu tenho sempre muitas solicitações. Eu não digo isto para acharem que sou a maior e toda a gente me quer e tal e tal. A minha vida é um desassossego permanente cheia de acontecimentos e gente all over. E finalmente que vivo rodeada de homens. Acham que digo isto porque me dá um ar irreverente. Fashion. Mas depois a crua realidade é mais dura do que se poderia supor!

O que fazer nestas situações? Dizer menos? Não dizer de todo? Esperar que as pessoas apreendam os meus estados de alma e que vão batendo com a cabeça nas paredes até aprenderem? Não sou adepta desse método. Se existem instrumentos que facilitam a aprendizagem, porque não usá-los?

Se com briefings, as coisas já são difíceis, imaginem o que seria levarem com o impacto da surpresa!

Check, please!

TNT
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Sábado, 21 de Abril de 2007

Os Príncipes do Éter

As relações virtuais fascinam-me...
Em tempos apresentei uma amiga a um amigo que vive fora. Eles entenderam-se muito bem durante uns dias, mas depois ele teve de voltar para o outro lado do Atlântico. Porém, a afinidade tinha sido tão grande que acabaram por se corresponder durante meses, entre messenger, mails, telefone, etc. Ele ligava-lhe todas as noites, ela enviava-lhe um mail todas as manhãs. Por manhas do destino acabaram por se afastar. No entanto, aquela relação passada essencialmente no éter, era mais forte e estava mais consolidada do que muitas que conheço por aí.

As relações desenvolvidas neste meio são muito mais genuínas, quanto mais genuínas as pessoas forem. Pelo facto de não haver a barreira física da expressão menos feliz ou de um olhar mais crítico, a facilidade da aproximação é deveras atraente. Conseguimos falar de tudo e mais alguma coisa, confessar os nossos receios e fraquezas, porque na verdade, temos sempre a secreta esperança, que aquela pessoa não existe. É apenas um reflexo daquilo que gostaríamos de ter. Nunca a vimos, nunca lhe sentimos o calor ou o cheiro da pele e no entanto está mais próxima de nós e da nossa alma do que alguma outra poderia estar, aqui mesmo ao lado.

A dependência, o hábito e o vício da palavra tornam-se parte integrante das nossas vidas. A partilha da métrica silábica e dos estados de alma no ciberespaço, necessária. E a ressaca da ausência, pesada.

Como diz a letra “A desejar o que não tive, agarrado ao que não tenho*...

Será possível sentirmos falta do que nunca tivemos? Será legítimo ter saudades do desconhecido?  E a intensidade do desejo, será que se desvanece com o conhecimento?

Talvez o melhor, seja o permanente adiamento do encontro. Sem desilusões, sem expectativas goradas. Príncipes e princesas encerrados em torres de chips, motherboards e cristais líquidos.

TNT

* Não Sou o Único - Xutos & Pontapés
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2007

Thinking...

Tenho andado um bocadinho arredada aqui do blog por motivos pessoais.
Muito trabalho, stresses de saúde e outras questões pessoais.

Mas quando a correr ia ver se tinha comentários, deparo-me com umas nomeações para o “Thinking Blogger Award”... Sinto-me muito vaidosa com as nomeações e muito contente, por reflectirmos nestes temas que me atormentam, e aparentemente não só a mim.

Obrigada a todos quantos me nomearam e passo a apresentar a minha lista de nomeações. Pelo que percebi dos comentários e mails que recebi, não se deve nomear um blog previamente assinalado. Tenho pena, porque há alguns que gostaria de (re)nomear.

Visito o Little Drop of Poison quase todos os dias porque tem uma visão genial da vida e das mulheres. Meu caro antídoto nunca te poderia excluir desta lista... O Se Eu Soubesse, também não me escapa! Adoro ler as aventuras da mulher mais ocupada de Lisboa... A Lovely, que pela sua avidez, inexperiência e interesse pelas coisas, me desperta um sentido protector inevitável e me faz pensar no que será a próxima geração... Nos meninos do No Messages in Inbox que me divertem e me fazem rir como se não houvesse amanhã com as suas visões muito particulares do amor e das relações... E finalmente no Bolas de Sabão Invisíveis que nos enriquece com a poesia da palavra e dos sentimentos crus, sempre à flor da pele...

Por isso façam o mesmo que eu fiz. Pespeguem com o símbolo no vosso blog e nomeiem outros tantos. Se alguém ganha ou não, não sei. Mas pelo menos dá que pensar.

E pensar é uma coisa que já vai rareando tanto nos dias que correm... Quase tão raro como o lince ibérico...

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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

Uma História de Amor...

(resposta a um desafio interessante...)

- Pode arranjar-me um upgrade? É que não me ajeito a comer de pauzinhos...
- Não me digas que ainda não aprendeste? Oh Ana... tão moderna tão sofisticada e é isto...!
- Não aprendi nem aprendo! Quero lá saber disso... e depois já tenho pauzinhos na minha vida que cheguem!
- És uma louca e nunca te ficas. Por essas e por outras é que gosto tanto de ti...
- Oh Zé Pedro, sabes bem que tenho umas mãos que parecem uns pés, não tenho jeito nenhum para “lavores”. Foste tu que me ensinaste a fazer laços direitos, lembras-te?
- Claro que me lembro, nem queria acreditar... eras mesmo pequenina. Tão querida, tão gira, tão esperta e viva e tão ingénua e ávida ao mesmo tempo... E eu, dei cabo de ti, estraguei-te, dei-te cabo da vida...
- Não deste nada, deixa-te disso. O que fizeste foi esclarecer-me. Foi abrir-me os olhos logo cedo. Assim poupaste-me a bastantes dissabores, acredita, e quem sabe a alguns divórcios! Fizeste-me ver que o amor é bom, desde que não se ame. Mostraste-me que a desilusão é sempre grande quando se espera muito. Não vejo nada de mal nisto...
- Sim, mas nunca mais amaste... nunca mais te deste...
- Ok, é verdade, mas isso não é necessariamente mau. É verdade que depois de ti, construí um bloco de gelo à volta do músculo cardíaco. Indestrutível até hoje, mas...
- ...mas isso é muito mau, não percebes? Eu cortei uma parte da tua vida que tu devias ter vivido na plenitude.
- Para amor, chegou-me o teu. Foste o meu príncipe. Não encantado, porque não acredito em contos de fadas. Mas um príncipe, na mesma...
- Então porque é que nunca quiseste casar comigo??
- Porque gostavas demasiado de mim... e porque gostava demasiado de ti...
- Desculpa?? Não percebo!...
- Eu sei que não percebes. Gostavas demasiado de mim para perceber. Tu sempre disseste que eu te ia deixar. Quanto mais não fosse, por causa da nossa diferença de idades. E talvez tivesses razão. Ou talvez eu não seja mulher para casar. Ou talvez eu não merecesse o teu amor. Ou talvez eu te respeitasse demasiado para considerar o teu pedido! Já pensaste que nunca me quis casar contigo, por te admirar demasiado? Por te respeitar como nunca respeitei nenhum homem...? (nem voltei a respeitar, agora que falamos nisso). E sabia que te iria fazer sofrer mais tarde ou mais cedo, enquanto gostasses assim de mim. Sei lá, olha nunca sei muito bem quando penso nisto. E quando me perguntam nunca sei muito bem o que responder. Mas vivemos uns anos fantásticos! E é preferível termos estas recordações, não te parece? Por isso, agora podemos estar aqui de mão dada, em vez de nos olharmos de lado quando nos cruzamos na rua. Muito melhor, mais civilizado, mais primeiro mundo, definitivamente!
- Nem nunca tive a noção que tinha sido o teu “príncipe”...
- Pois é, fica sabendo que foste. Tens um pódio só teu. Não estás em primeiro nem em segundo lugar. Estás sozinho nesse pódio e por isso nunca serás destronado. Hein, já viste a tua sorte?
Humm... este sashimi está divinal, não achas? Está mesmo a saber-me bem!
- Não mudes de assunto... se bem que, estou sem palavras...
- Nesse caso... vamos apreciar estas iguarias nipónicas e sonhar que estamos em Tóquio. És um chato! Nunca quiseste viajar comigo... só querias era freakalhices de caravanas pelos campos fora, e as estrelas e mais não sei o quê... e eu em Nova Iorque alone by myself! O que eu queria era néons e monóxido de carbono e tu só me falavas dos encantos telúricos. Seeeca!
- Era o amor! Ali a dar-me forte e feio!
- Ai Zé Pedro isso não era amor, era uma chatice, tem paciência...
- Só tu é que me dizes essas coisas. As outras ficam todas contentes!
- És um palhaço... Não me venhas falar das outras! Não há comparação sequer, hello?? Achas normal estares a falar das outras nesta altura do campeonato? Ou já te esqueceste porque é que nos separámos...? Eu não! Não me irrites que fico cheia de azia!
- Oh Anita, não era nesse sentido, não fiques assim... Mas tens razão, não torno a dizer estes disparates...
- Acho bem... tenho pouca paciência para parvoeiras.
- (...)
- A verdade é que me consegues enervar como ninguém. E magoar também. Se outro qualquer me falasse assim, entrava-me a 100 e saía a 200. Contigo, fica cá e dói e mói e corrói. Tu nunca terás a noção, nunca! Sempre disseste que eu era fria e distante e dura e sei lá mais o quê, mas nunca percebeste que era para me proteger. Eu tinha de me proteger. Senão, não sei o que seria de mim... Que merda! Não me apetecia nada estar a recordar estas coisas, que chatice. Nem devíamos ter vindo jantar, é sempre a mesma coisa! Tu não resistes e eu não suporto...
- Pois... eu fiz-te mesmo mal. Ao fim destes anos todos e ainda ficas assim.
- É verdade, sim! Fizeste! Pronto, fizeste! Está feito! Mas temos de ver o lado positivo da coisa. Se não fosses tu, provavelmente eu não escreveria a cascar nos homens! Não teria nada para exorcizar! Assim como assim, vou divertindo e acalmando algumas almas mais inquietas! Temos de tentar sempre tirar o melhor partido das situações, sí cariño?
- Pronto! Concedo!
Café, vais querer?
- Eu passo-me contigo realmente... Ao fim de quase vinte anos e não sabes que não bebo café? Só ao estalo!
- É para te irritar... tontinha!
----
- Brrr está imenso frio cá fora. Vamos embora, também já é tarde. E estou gelada, chiça, está mesmo frio!
- Anda cá que eu te aqueço...
- Bom, já estivemos a falar melhor... mas estou mesmo gelada, dá cá o braço vá, que assim não se vão as virtudes!
- Sabes que és a mulher que qualquer homem sonharia ter ao lado...
- Sabes que és o homem que qualquer mulher sonharia ter ao lado...
- Amo-te...
- Eu também...
- Fica bem. Cumprimentos ao Miguel...
- Tu também. Cumprimentos à Joana...

TNT
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Sábado, 14 de Abril de 2007

Aaaaai a p*** da minha vida!

Ontem, em mais uma noitada, depois de um jantar com uma amiga de sempre, flirt q.b. no restaurante (quando nos juntamos não resistimos), ir ter com mais amigos ao La Moneda, fui finalmente ao meu bar de sempre.

Uma vez lá e depois de uma série de fait divers e de umas quantas sms revitalizadoras, reencontro um velho amigo do meu universo de jogos. Falamos de relações passadas e presentes. Ele diz que eu sou doida, rimo-nos durante um bocado e pergunta-me se já conheço a casa de um amigo comum, que é muito gira e tal. Digo-lhe que não, que não conheço e que dificilmente irei conhecer. Que a namorada dele me odeia, já se sabe como é...

Ele concorda, diz que a ex-mulher dele também me odiava. E acrescenta neste tom: tu és como nós, comportas-te como nós, mas és muito feminina. Elas não suportam isso. Passas tantas horas como nós a jogar, gostas de coisas que mais nenhuma mulher gosta e tens os mesmos problemas com os homens que nós temos com as mulheres: não tens pachorra para parvoíces, não lhes dás a atenção que eles querem ou precisam, sais com os teus amigos sem eles, fazes coisas estranhíssimas, deixas os gajos agarrados porque te apetece viajar sozinha, and so on...

Eu fiquei estarrecida. Lendo aqui preto no branco (estou a escrever no word) consigo ver que tudo isto é verdade... e muito mais. Mas ouvir estas coisas todas de uma vez da boca de um amigo homem, é um bocadinho constrangedor. Não me parece que as características apontadas sejam tipicamente masculinas. Tenho a certeza que outras mulheres têm este tipo de problemas e preferências, mas...

Querem lá ver que tenho aqui o cromossoma Y a espreitar? Ou serão eles que estão a ficar desmesuradamente mais femininos?

TNT
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2007

Sem complicações

Dizem por aí que o grande interesse está na conquista. Que essa é a parte mais estimulante. Que é o que dá pica.

Confesso que não sei do que estão a falar. Nunca passei por isso.

Por sorte ou por azar, ou por manhas do destino, sei lá eu, nunca tive essa experiência. Não gosto de esperar, nunca gostei, e as manias com a idade têm tendência a refinar. Sou uma pessoa impaciente por natureza e essa é a minha mais gritante característica. Para o bem e para o mal!

Os tempos do engate, os timings dos telefonemas, tudo isso me confunde. Nunca esperei para ter alguém. As coisas para mim costumam ser fáceis. Provavelmente porque não complico!

Noutro dia uma amiga dizia-me “tu não tens a noção do que é lutar por alguém, ganhar alguém e muito menos perder, nunca perdeste não sabes o que é isso”. Tudo isto é verdade, mas sinceramente começo a achar que as pessoas à força de quererem ser tão especiais e diferentes, se esquecem do que realmente querem e precisam. E perdem-se nos meandros das regras, nas malhas do engate institucionalizado.

Se quero alguém, explico-me! Não me ponho com parvoíces de esperar pelo socialmente correcto telefonema e só responder passadas umas horas. Ou de me fazer de difícil, tipo donzela do século XVIII perdida no countryside inglês. O hard to get pode até ser uma técnica ancestral para quem pretenda casar. E para as outras como eu, que não querem?

Honestamente prefiro a minha versão. Sem complicações. À distância de um clique, dum sms ou de um estalar de dedos...

TNT
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Terça-feira, 10 de Abril de 2007

Os girinos de vuestros hermanos

Hoje na primeira página do jornal Metro vinha qualquer coisa como “Mulheres portuguesas engravidam com esperma espanhol”. Eu não li a notícia mas percebi que tratava da falta de legislação para bancos de esperma portugueses e que por isso as clínicas de fertilização são obrigadas a utilizar a bicharada do país vizinho...

Como se já não bastasse estarem completamente imiscuídos na banca, telecomunicações, tecnologias, comunicação social, etc, etc, andam também a meter-se na genitália das mulheres portuguesas. E com consentimento dos respectivos. O chamado corno manso, traidor da pátria!

Tenho receio do que possa acontecer daqui a 20 anos. Será que nos vamos transformar num país híbrido de uma mistura impossível digna de uma obra de Stephen King? É que misturar português com espanhol, é como tentar misturar azeite com água. Fica uma nojeira gordurosa que nem aproveita nem sai de cima.

Faço aqui um apelo às mulheres portuguesas! Não se deixem comer pelos espanhóis. Eles que enfiem o esperma deles no ânus castelhano, no recto catalão, na roseta andaluza!

E os homens portugueses que trabalhem melhor, que isto o perigo espreita em qualquer fronteira... Irra! Que já nem fronteiras há! Temos de enfiar uma camisinha em toda a zona da raia para conseguirmos travar esta nova ameaça. Directamente vinda dos confins das cuecas infectas de vuestros hermanos...

TNT
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Domingo, 8 de Abril de 2007

É só uma questão de tempo...

(Exercício de Escrita)

Tudo cheio a abarrotar. Cheio de assalariados, pudera é fim do mês, também cá estou! Que chatice ter de fazer compras hoje, com as lojas todas tão cheias. Mas tem de ser... Vá lá, mentaliza-te mulher! Tem mesmo de ser, já falta tão pouco tempo.

Ora bem, o que é que ainda tenho para fazer...? Buscar as cortinas ao corte inglés, que eles já levaram o varão; a colcha para a cama; os candeeiros das mesas de cabeceira e o tapete. O João detesta tapetes, mas o que é que hei-de fazer? Não suporto meter os pés no chão, brrr que horror, que impressão que me faz. Bom, acho que consigo despachar-me em 45 minutos e ainda dá para comer qualquer coisa com a Cris. Vai ficar boquiaberta quando a convidar para madrinha, vai ser lindo, um pranto, é tão romântica... Ainda me vou rir!

Não acredito nisto! Então enganaram-se na cor dos abat-jours? Como é que é possível? E agora quanto tempo para corrigirem a situação? Uma semana e meia? Bom... seja! Sendo assim, ainda dá, o casamento é daqui a 15 dias... Mas não dá para haver mais enganos!

Por um lado, foi bom ter optado por um casamento meio surpresa. Poupam-se chatices e parvoeiras que não há paciência. Por outro, bem que me tinha dado um jeitão a ajuda das meninas nestas decisões das coisinhas e dos pormenores e sei lá mais o quê... Nunca tive jeito para estas coisas, ainda nem acredito que me meti nesta alhada do casamento. Mas olha... calha a todos, bem que elas me diziam. Ai o raio da paixão que me foi dar forte e feio. E é mesmo verdade... fulminante como um raio!

Vou pôr as coisas no carro para não andar carregada e esperar pela Cris, que para variar está atrasada. É sempre a mesma coisa. Bem, mas quando eu lhe contar do casamento, nem vai acreditar! Só podia convidá-la a ela para madrinha, sempre compreendeu esta minha paixão, quando nem mesmo eu compreendia! Isto da paixão é mesmo estranho, toma conta de nós... De mim, então...! Que fui sempre tão distante, nem sei muito bem lidar com isto ainda. Mas elas avisaram-me que um dia ainda me ia bater à séria, eu é que sempre achei que era conversa de novelas. E agora cá estou eu a tratar do casório!

- Cris, tás boa?!
- Susana! Bem... tás linda! Cheia de bom ar, radiante!
- Vamos pedir já, estou cheia de fome... e tenho tantas coisas para te contar. Até te vais passar! Bom querida, prepara-te para a notícia... queria fazer-te um convite: quero que sejas minha madrinha de casamento!!!
- ... Casamento?... Casamento?? Mas como? Casamento, como? Explica-te mulher!

- Pois é, vou casar-me com o João! Tenho andado numa roda viva, compras e mais compras, preparativos disto e daquilo... uma canseira, só te digo! E queria muito convidar-te para madrinha, porque sempre me compreendeste e apoiaste esta minha paixão louca. Quem mais poderia ser minha madrinha? Só tu, minha querida, só tu!

- Claro que te compreendi Susana, claro que te apoiei... disse-te para ires à luta, se era mesmo isso que querias! Mas Susana, tu bem que tentaste mas ele continuou na mesma. Continuou e continua com o Tó Zé. Que é o amor da vida dele! Bem sei que não podem casar, mas vivem juntos há mais de 5 anos e vão agora adoptar uma criança, Susana... Como é que tu podes estar a pensar em casamentos? A fazer compras...? Não te percebo, o que é que se passa?

- Oh, deixa-te disso Cris... Deu-te agora para o pessimismo? Ele há-de repensar, vais ver, é só uma questão de tempo. Ele não podia deixar o Tó Zé agora assim sozinho, agarrado com a questão da adopção, não te parece? Mas ele gosta é de mim! Eu sei que sim! É lógico que agora tem de gerir aquela situação lá em casa e eu só tenho é de perceber isso. Assim que o miúdo chegar, ele sai de casa e casamos, vais ver. Já só faltam 15 dias...

TNT
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Sábado, 7 de Abril de 2007

Ná casa do sinhô não éxistchi satanáis, xô satanáis

Em plena época pascal, apraz-me falar sobre um assunto que me incomoda bastante.
O casamento pela igreja.

O casamento per si já me transtorna, o casamento pela igreja causa-me sérios distúrbios a vários níveis. Por não pertencer a nenhuma religião, organizada ou não, por não ser crente em nenhuma força superior, não quer dizer que não respeite a vontade e a crença alheia. Acrescento até, que sinto alguma inveja da dita fé que tanto tenho ouvido falar, mas que a mim nunca me tocou. E haveriam momentos, que com certeza me teria dado jeito. Adiante!

Vou aos casamentos nas igrejas com o mesmo espírito que iria a um jogo de futebol ou a um qualquer outro espectáculo. Participo nos rituais do levanta, senta, levanta, senta, não me peçam é para rezar e cantar e benzer, porque não me pagam para isso.  Mediante justo pagamento, será uma proposta a considerar!

O que realmente me causa brotoeja são os votos, as juras e promessas no altar.  Para quem acredita em deus, na virgem maria, no jota cristo e nessas cegadas todas deveria pensar mais vezes, antes de se prestar a determinados papéis. Porque ir para ali, para casa do senhor (levantem-se e benzam-se por favor), prometer que vamos ser fiéis e não sei o quê na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza (deves!) até que a morte nos separe, parece-me um bocadinho insultuoso. Vão mentir deliberadamente ao deus todo poderoso? Shame on them, não me parece nada bem...

Dirão os mais virtuosos, ah e tal pelo menos naquela altura acreditamos que é para sempre... Pois é meus amigos, mas a promessa não é: ok, eu hoje estou convicto que estarei contigo até à morte, mas amanhã logo se vê... A promessa é mesmo para sempre!! SEMPRE! E sempre é muito tempo. É todo o tempo.

Eu até acredito que é possível amar alguém para sempre. Já conseguir ficar com esse alguém... duvido muito. E não condeno nada quem não consiga. O que condeno é terem a lata de ir para os altares, crentes nos seus deuses, mas descrentes de si próprios. E tentarem enganá-los como se afinal não acreditassem que eles andam aí. Em todo o lado.

Afinal em que é que ficamos?

TNT
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2007

Here a blog, there a blog, everywhere a blog, blog...

Como diz aqui uma cliente assídua com cartão dourado: “Esta rapaziada dos blogs é mesmo chalada...” Passo a explicar. Este humilde espaço foi contemplado com um murro da morena. Passo a explicar novamente. Há uma rubrica semanal promovida e levada a cabo pela morena_mau_feitio onde ela se atira aos blogs. Faz críticas mordazes e confesso que já me vieram as lágrimas aos olhos de tanto rir com algumas delas.

Claro que nunca me passou pela cabeça que o meu TNT fosse visado nesta rubrica. Estava eu aqui tão sossegada, a achar que quase ninguém dava por mim, a dizer as coisas que não cabem no modelo do Interno Feminino, quando numa visita ao blog da morena vejo que a pista para a sua próxima vítima era um camião que dizia TNT. Pensei, estou tramada, já estava até a preparar aqui o flanco para o murro.

Surpresa agradável para mim, a morena gostou do meu blog e teceu alguns elogios que a mim, bastante envaideceram como devem calcular! Eu a achar que ia ser achincalhada na praça pública e eis senão quando, ela foi de uma gentileza e classe tremendas. Porque, como toda a gente sabe, dizer mal com piada é fácil, mas dizer bem com argúcia é bastante difícil.

Subitamente uma das anteriores visadas na sua rubrica, que não tinha sido alvo de comentários propriamente simpáticos, passou-se! Não tenho outra expressão: passou-se mesmo! Desata numa cena ali meio a pedir justificações, a achar que por se estar a dizer bem, que o lirismo infantilóide tinha invadido a rubrica, um total e absoluto disparate... No coments! Aliás, os que tive, já lá os deixei!

Quero com isto dizer que apesar de nos custar muito, somos alvos de críticas porque decidimos estar num espaço que é invadido a toda a hora por estranhos. E nós damos permissão para que isso aconteça só pelo simples facto de aqui estarmos. E é uma escolha nossa! Mais, ou menos expostos, com mais ou menos maquilhagem, mas estamos cá e deixamos o portão aberto para todos entrarem. São invasões permitidas, raves sem convite. E estamos todos sujeitos a insultos, ameaças, sorrisos, elogios, críticas, sugestões, o que for.

O único poder que temos, é o de decidir se moderamos os comentários ou não. O resto é de uma liberdade atroz! Tão imensamente democrática que, se o outro senhor ainda fosse vivo, caía da cadeira... novamente!

TNT
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