Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Just Married

Nas minhas viagens diárias para o Estoril no comboio da Linha, atento a um casal novinho de vinte e tal anos. Muito queridos um com o outro, uns olhares de cumplicidade, uma ternura invejável. Confesso que não costumo “comover-me” com estas coisas mas devo dizer que esbocei um sorriso ao verificar que eram casados.

Isto já me move. Ver um par de casados muito ternurentos e com ar de quem se está a ver pela primeira vez. Quase que me faz restaurar a fé na raça humana!

Curiosamente, na volta para Lisboa, torno a vê-los e tornaram a ficar perto de mim. Continuavam com aquele ar de paixão, muito unidos de mãos dadas... De mãos dadas...? De mãos dadas!! É quando verifico, que naquelas mãos dadas, as alianças eram completamente diferentes! Era tudo tanga! Eles afinal eram casados, mas não um o outro!

Fiquei bastante mais descansada... Afinal, eu tenho razão... A raça humana continua na mesma. Sem surpresas. E se durante umas horas andei anestesiada, o universo encarregou-se de me mostrar que o amor é muito mais bonito e cúmplice, se for com outsiders!

Ahah! Já achavam que eu me tinha passado e que agora de repente me tinha dado para o romantismo, confessem...?

TNT
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Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

As Pick-up Lines Lusitanas

Nunca vi engate tão rápido e eficiente como nos Estados Unidos. Nova Iorque é a cidade da arte de engatar por excelência. Digo-vos que é óptimo ser engatada por terras do Tio Sam. E eu já corri meio mundo, sei do que falo.

E é óptimo, porque acima de tudo não há dissimulação. Por haver pouco tempo disponível, as pessoas não se perdem em tontices e passam a ser muito mais práticas. Vão ao que querem e toda a gente sabe ao que vai. Estão a ver a coisa, certo?

As pick-up lines são brilhantes. E não sei se é por ser em inglês, parece que soam melhor. Mais descontraídas. Mais fáceis. Mais fluidas. Menos falsas.

Por terras lusitanas, e à força de tanta importação cultural americana, começámos também a tentar enveredar pelo engate fácil. A coisa aqui parece não funcionar tão bem. Porque os nossos tugas não sabem quando parar.

Imaginem o seguinte cenário. A gaja já foi sacada, já trataram do assunto, já estão na fase do cigarrinho, quando ele se sai com uma destas:

“Onde é que andaste este tempo todo?” ou “Nunca senti nada assim... o que é que me fizeste?” ou “Que bom que é adormecer ao teu lado...” ou “És a mulher da minha vida” ou... estão a ver o género, escuso de continuar. E a seguir a uma valente passa pensamos cá para nós... “Este gajo já me sacou, para que é que continua com o raio das pick-up lines? Rio-me? Sorrio? Faço que não ouvi? Ruborizo que nem uma donzela? O que é o gajo quer com esta conversa...? Chiça!!”

As almas mais puras e românticas, imbuídas de grandes sentimentos poderão dizer... “ah e tal, vai na volta o rapaz até está a ser sincero...”

E nós, à força de já termos ouvido todas as pick-up lines possíveis e imaginárias e em várias línguas desde a latina à anglo-saxónica passando pela eslava e cirílica, respondemos como se faz nos States: Bullshit!!

TNT
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

Puzzles Sexuais

Supondo que as pessoas que me visitam aqui no blog azul, são maiores tanto de idade como de alma, esclarecidas, inteligentes, experientes e outros predicados elogiosos, vou ser completamente clara e tentar deixar-me de rodeios. Lets talk about sex, ok? Puro e duro!

 

Já referi em algumas das minhas reflexões que as primeiras vezes com determinada pessoa ficam sempre aquém do sonho. Ou melhor, das expectativas. Ou melhor, do desejo... Sei lá! Como somos minimamente experientes já sabemos que nas primeiras vezes não há nem pode haver o encaixe perfeito. Como costumo dizer, sobram braços e pernas por todo o lado, os timings andam normalmente desencontrados, etc... Creio que isto não é surpresa para ninguém e todos nós já passámos por isto. Daí, não criarmos grandes expectativas à volta da “primeira vez” com determinada pessoa. Sabemos que com o tempo, treino, prática e insistência, a coisa se vai compondo. Vamos percebendo os códigos e sinais, as fontes de desejo, os pontos fortes e fracos e por aí fora (ou dentro... sei lá!)

 

Acho que até agora todos nós estamos em sintonia e a identificarmo-nos com esta situação. A coisa começa assim... fraquinha... e depois vai num crescendo até ao alcance da “perfeição”... se possível, claro! É também claro que há pessoas com as quais nunca nos vamos conseguir encaixar, e quanto a isso... Next!

 

Mas agora vamos supor um cenário completamente alternativo. Na primeira vez há encaixe, na segunda o puzzle completa-se e à terceira basta um olhar para se saber exactamente que é ali mesmo e tal e coiso... E não estou a falar de desejo ou vontade. Que estes são próprios dos inícios. Estou a falar do acto propriamente dito. Ali mesmo... luzes, câmara, acção! Já estão a ver o filme? Óptimo!...

 

Se atendermos a que na hipótese mais corrente, a coisa vai evoluindo sempre para melhor, o que prever numa situação assim que já começa (quase) perfeita? Será que tem tendência para piorar? E não é um bocadinho assustador?

A inversão da ordem das coisas é sempre muito complicada... É que nos manuais de gestão sempre nos ensinam a fazer evoluir. Alcançar objectivos e metas. Como é que funciona se partirmos da finish line? Gráficos descendentes?

 

Gestor de projecto invertido, precisa-se. Exige-se experiência neste tipo de assunto para esclarecimento de uma vasta plateia de interessados.

TNT

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Domingo, 13 de Maio de 2007

Intimidade q.b.

Algumas mulheres, mestras na sedução, no engate e nas artes da irremediável manutenção dos machos, atentam a imensos factores e variáveis que, a criaturas mais distraídas ou desmesuradamente seguras, lhes passam completamente ao lado.

Pensava eu, que para criar intimidade com os espécimes masculinos, seria necessário verem-nos como realmente somos, sem subterfúgios nem quaisquer engenhos de dissimulação de alguma ou outra imperfeição que a todos nos assiste. Sei lá, verem-nos de pijama, com o cabelo desgrenhado ao acordar, olhos inchados, enfim todas aquelas generalidades que achamos serem comuns a todos e que todos compreenderiam.

Nada mais errado.

A intimidade, à semelhança de tantas outras coisas na vida, vive apenas e só da aparência. E poupem-nos por favor a ângulos menos sexy e a realidades incontornáveis! Não é para isso que cá estamos... O onirismo tomou conta de nós e quanto a isso, nada a fazer. A não ser conformarmo-nos com o facto de que teremos de acordar duas horas antes do rapazinho, para assim termos o nosso momento barbie e tudo voltar à (a)normalidade da noite anterior.

A intimidade é algo assustador para a maioria das pessoas e a maioria das pessoas temem-na mais ainda do que o próprio compromisso. A intimidade é algo permanente como uma tatuagem indelével.

O resto... são kalkitos!

TNT
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Sexta-feira, 11 de Maio de 2007

O Ar

(Exercício de Escrita)

- Falta-me o ar...! Espera! Espera só um bocadinho, deixa-me respirar...
Ufff... Como é que é possível...? Ui que me caem as lágrimas. Calma... Já está a passar. Eh lá, que isto foi forte! Só tu... só tu para me deixares assim! Com este sorriso idiota, com os lábios colados aos dentes sem conseguir fechar a boca. Fico com os maxilares presos de tensão...

- Tensão? Com ou sem ”n”? Eheh

- Não bates bem, tu... deixas-me assim, desvairada, desorientada, desassossegada e outras coisas terminadas em ada...

- És uma doida! Mas gosto tanto de te ver assim. Sorris com as pupilas. E nunca foges com o olhar.

- Ai... ainda não estou bem. Não sei se me falta o ar, se tenho ar a mais. Mas algo se passa aqui com o ar. Preciso de reaprender a respirar. Sinto-me drenada mas cheia de energia, exausta mas pronta para tudo. Que desvairo!
Encosta-te aqui a mim, deixa-me sentir o teu calor. Encaixa-te lá melhor, vá lá, anda lá com isso... Isso, é mesmo assim.

- Humm... lá estás tu com esse olhar irresistível. É impossível evitar. Tens sexo nos olhos, como é que uma pessoa se pode conter? Impossível!

-.-.-.-


- Ai o telefone, que chatice, toca sempre nestas alturas menos próprias... mas tenho de atender, pode ser uma urgência... “Tou? Ah, olá tudo bem? Eu estou óptima! Ah é? Não me digas...! Temos de combinar, então para nos contares tudo.... só um bocadinho que eu passo-lhe, ela tá mesmo aqui ao lado..."

Sofia, my precious, é o Fred para ti...


(Dedicated to the precious...)


TNT
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

Ou há moralidade...

Tenho visto alguns posts em alguns blogs que se referem abertamente à minha forma de estar na vida. Ou melhor, referem-se aos relatos por mim expostos nos meus blogs (os conhecidos... este e o rosa).

Escandalizam-se com a minha sinceridade, chocam-se com o meu sentido prático, esgotam aquelas cabecinhas com questões que não compreendem.

E quando vamos consultar os perfis, verifico com tristeza que invariavelmentne andam ali pelo quarto de século.

Sei que a minha geração tem problemas com a moralidade. Que tem. Fomos muito à frente, ainda este fim-de-semana me disseram isso. É a geração dos excessos, das experiências, das loucuras e viagens. Do brilho, do divertimento, da lantejoula e da bola de espelhos. Da beleza, do sexo, das festas e da música. E eu, a tudo isto assisti, tudo isto acompanhei com honras de primeira fila e lugares vip.

Será então que esta geração morna dos 25 tem arcaboiço para se assumir como o bastião da moral? Qual moral? Qual ética? A do egoísmo? Do egocentrismo? Da avaliação numérica de princípios? What da fuck...?

Será que sou imoral porque me explico claramente e chamo aos meus domínios quem quero? Será, por oposição, moral andarmos a enganar-nos com tangas de jogos? Ou será que todos estes juízos de valor surgem de uma enorme dor de cotovelo, de uma inveja desmesurada acompanhada de uma nostalgia azeda de um passado que nunca tiveram? É que com esse tipo de abordagem, para além de não terem histórias fantásticas passadas como eu tenho, terão também um futuro ensombrado por tamanha amargura precoce... Ah pois é! E já agora umas rugas a mais também... em compensação, eu cá, tenho uma pele óptima de tanto me divertir!

Este texto é destinado a uma maioria. Felizmente que há excepções. Sei bem que as há! Conheço-as. Mas infelizmente a generalidade é assim: mal disposta, moralmente enjoativa, precocemente azeda e muito provavelmente, mal comida... E esta última, diz que é muito difícil de se ultrapassar! Diz que sim...

TNT
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2007

Quando eles julgam saber mais que nós...

Sou uma trintona já mais próxima dos quarenta. As minhas amigas são quase todas destas idades. E por causa disso já ouvimos muita tanga. São muitos anos... Admitindo que começámos a ouvir tangas aos 15, já levamos quase 25 anos a ouvi-las. Diariamente, consecutivamente, exaustivamente...

 

No meu Interno Feminino já fiz um post sobre os estilos de tanguistas que há. Porém ainda me escaparam alguns, até porque dei os exemplos mais correntes. Ultimamente eu e as minhas amigas andamos em experiências socio-científicas com rapazes mais novos. Somos umas raparigas todas modernaças e achamos que a actualização é essencial e não podemos ficar presas ao passado. E por isto mesmo, achámos que haveriam coisas novas para aprendermos!

 

Pois é! Doce engano!
Então não é, que quem não se actualiza são eles?
Ainda ontem comentávamos... “Eh pá essa tanga ando eu a dar há mais de 20 anos! Mas ele achava que eu ia acreditar...?"

 

Os putos quando se envolvem com uma mulher mais velha, não têm a noção que o discurso deles já foi desmontado dez vezes, antes mesmo de começarem a falar! Armam-se em espertinhos e pensam ser donos da verdade. Se calhar até são donos da verdade lá na rua deles. Junto às teenagers de jeans dois números abaixo.

Nós temos uma segurança, que nos permite não só desarmá-los, como ainda nos divertirmos até à exaustão a contarmos umas às outras como eles (tadinhos) estão convencidos que são os maiores.

 

Meninos, acordem!
Escusam de se dar ao trabalho... Não se macem com essas coisas, porque nós muito menos! É que não ligamos puto às vossas conversas da tanga. Por isso nem se esforcem! O que nós queremos mesmo, é curtir de vez em quando com uns putos cheios de energia...

Got it?

 

TNT

(À minha amiga Xana que faz anos hoje! Gostaste miúda?)

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Quarta-feira, 2 de Maio de 2007

Quem quer casar com a carochinha...?

Após a ausência, perfeitamente justificada pela comemoração do aniversário do Interno Feminino, eis-me de volta à acção aqui no meu blog mais pessoal. E com um assunto que algumas amigas me chamaram a atenção para este facto que é: Porque é que os homens querem sempre casar comigo?

Nas minhas poucas relações mais sérias, ou mais intensas, ou mais duradouras, deparei-me sempre com a mesma questão: o dilema do casamento/ajuntamento/trapinhos juntos, o que fosse...

Ao reflectir sobre esta questão e vendo o desejo que algumas mulheres têm em relação a este partilhar de vidas, percebo porque é que comigo as coisas sempre jogaram ao contrário. Por eu nunca ter demonstrado o menor interesse pelo casório e filhinhos, as criaturas não se sentem ameaçadas na sua liberdade de macho e decidem por isso avançar sem medos. Só disse que sim duas vezes (ao mesmo), mas desisti uns tempinhos antes. Causa-me borbulhas... e como ligo muito à saúde e beleza da minha pele, não podia levar avante a decisão!

O facto de eles terem a certeza que eu não vou avançar, dá-lhes a total liberdade para pedir e tornar a pedir e pedir novamente! É a segurança total... Ou será por despeito? Será que pensam “... hum, mas esta não quer? Porque é que não quer? Não serei eu merecedor? Não descanso enquanto não a deixar aqui caídinha...” E obviamente, cansam-se e cansam-se até desistirem, ou as coisas acabarem naturalmente! Normalmente é esta segunda opção... Até porque depois quem se costuma cansar sou eu!

As conversas sobre o futuro são uma constante, os planos para daqui a não sei quantos meses fazem parte dos monólogos e o sonho de quando formos velhinhos e tal e tal...

O entusiasmo causado pelo início das relações deixa-os saudosistas de um futuro quase impossível. E sei que esta situação não se passa só comigo! Ainda ontem numa conversa, um amigo confidenciava-me o mesmo...

Será que é esta a estratégia a aplicar se queremos mesmo casório? A estratégia dos contrários? Pelos vistos... se funciona para quem não quer, pode ser uma boa opção para quem quer!

Meninos e meninas que querem casar: experimentem dizer que não querem; olhem de lado com ar chocado quando se fala em planos mais ou menos futuros; expliquem que preferem deixar andar e que depois logo se vê; demonstrem a vossa dificuldade em se comprometerem... sei lá!

Mais do que isto, só se vos comprar as alianças!

TNT
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