Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Casamento e outras bestialidades

Esta coisa do casamento homossexual baralha-me um bocadinho. E não é só por ser entre pessoas do mesmo sexo. É mais o próprio casamento que me baralha.

Neste país de brandos costumes não há fim-de-semana que não sejamos acordados pelo som hediondo das buzinas que teimam em festejar o enlace de dois seres. E, para mim, não se põe o problema de ser entre dois homens, duas mulheres, um homem e uma mulher, uma mulher e um grand danois, um homem e um hamster.

O que realmente me perturba é gente que quer casar. E também me aborrece um bocadinho os nossos políticos, a quem pagamos os ordenados, investirem tempo nestas coisas da legislação do casamento homossexual. É que legislar casamentos cheira a naftalina que ferve!
Os homossexuais só querem casar porque não podem! Porque se pudessem - e se soubessem como é - fugiam do número de circo a sete pés. Com plumas e lantejoulas, mas fugiam.

As pessoas querem este assunto debatido e, de repente, os políticos que nunca tinham pensado nisto, são obrigados a fazê-lo. Oh, meus senhores… não se pode fazer tudo o que o povo quer! Até porque o povo não sabe o que quer, na maioria das vezes.

O povo precisa de orientação. O povo precisa de dinheiro. O povo precisa de ópio seja de que forma for. O que o povo não precisa é de casar.
 

TNT

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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Heróis do mar...

Num dos meus já famosos e inflamados discursos patrióticos alguém comenta: eh pá tu devias escrever um manifesto sobre a alma e genialidade portuguesas.

Nem a propósito, parece que o Mundo das Mulheres vai ter um programa subordinado ao tema “Genialidade Portuguesa” na próxima sexta-feira. Não sei se é só para fêmeas ou se também inclui o macho lusitano. Para quem tem Meo é pôr já a gravar. Para quem não tem, azarito. Venham as VHS!

Este é um tema que, para quem foi emigrante como moi même, toca muito especialmente. Eu adorava ouvi-los dizer que se tivessem vários candidatos para uma função, com a mesma experiência profissional optavam sempre pelos portugueses. Porque estes tinham um je ne sais quoi (leia-se famoso desenrascanço tuga) que em momentos de crise, a solução arranjada por este nobre povo era sempre a mais viável e simples de aplicar.

A única coisa que lamento profundamente é que esta genialidade só seja evidente “lá fora”. Parece que enquanto estamos por cá temos mais tendência para nos queixarmos e encostarmos. Agora ando fã da Elvira Fortunato. Fico muito orgulhosa por pertencer à mesma nação valente que esta senhora. Já não me orgulho tanto quando vejo toda a gente a lamentar-se.

Em tempos de crise e entalados pelos “nuestros hermanos” decidimos ir laurear a pevide para outras paragens. Agora estamos outra vez em crise. Será que conseguimos provar novamente que somos mesmo bons? Neste momento já andamos a vender energia aos americanos... e esta hein? Será que vamos voltar a ser donos de meio mundo? Não era nada mau, pois não? É que o irritante da história é que podemos fazê-lo, mas não queremos...

Elevemos a alma portuguesa, porque o Quinto Império continua à nossa espera! Nós é que não podemos esperar mais...

 

No Quinto Império que sonhou,
sonhava o homem lusitano à medida do mundo.
E foi ele o pioneiro.
Original no ser universal...
Misto de génio, mago e aventureiro.

Miguel Torga, in Poemas Ibéricos

 

TNT
 

publicado por TNT às 23:30
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Sábado, 10 de Janeiro de 2009

The Return of...

- Oh darling, I’m such a bitch...
- I know… that’s why I simply adore you.
- Hummm… how irresistibly flirtaceous. Let’s role play then. Shall I be your nurse?
- Ohhhhhh, I’m feeling so enormously sick.
- Let me check your temperature… Hum, quite high… Allow me to undress your shirt. Only to make sure…
- You’re right. You’re such a bitch. But I simply adore you, what can I do?

 

TNT

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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Eh pá... isso é muito complicado

Tenho um amigo que vive nos EUA há uma série de tempo. Para mais de 20 anos. Como já vive há mais tempo nos EUA do que viveu cá – embora continue a falar correctamente português sem qualquer sotaque – está distante da realidade e “aventuras na república portuguesa” como diria esse monstro da literatura que eu muito aprecio.

Uma das coisas que ele nota no nosso comportamento e que diz que é recorrente é a expressão: “Eh pá… isso é muito complicado”. Diz ele que é uma das frases que mais ouve e estranha em Portugal.

E se repararmos bem, podemos verificar que ele está coberto de razão. A complicação está de pedra e cal e instituiu-se de uma forma quase absurda. Tudo é uma complicação. Tudo é difícil de resolver. Qualquer processo é estupidamente burocrático. Mas será que a realidade é mesmo esta ou a complicação alojou-se na cabeça das pessoas? Se dissermos que é difícil e complicado, será que esperamos que nos dêem mais valor por termos conseguido alcançar um objectivo ou ultrapassar um desafio?

A verdade é que a vida se tem vindo a simplificar. Tudo caminha para isso. Creio que as pessoas é que insistem em manter-se no mar da complicação para, na sua avaliação diária, como seres humanos, profissionais e emocionais, andarem sempre entre os 16 e os 20 valores. Porque ninguém suporta um 9 ou um 10 na sua própria avaliação.

A maioria das pessoas centra-se nos problemas em vez de se centrar nas soluções. Os problemas suscitam interesse, cusquice, vitimização, pena. E parece que o português típico gosta destas coisas.

As soluções dão trabalho, mas a verdade é que dão muito menos trabalho que a obsessão pelos problemas. Consomem menos, causam menos rugas e sobra-nos tempo precioso para todas as coisas que gostamos de fazer, mas para as quais “nunca temos tempo”…
 

TNT

publicado por TNT às 18:32
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