Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Zona Interdita a Crianças Barulhentas

Estava no El Corte Inglés em plena quadra natalícia, na zona de restauração a papar qualquer coisinha quando passa um casal com uma criança de uns dois anos e outra num carrinho de bebé, que insistia teimosamente em não passar pela minha mesa, encalhando com as rodas nos pés da mesma. Pimba, cacetada na mesa, pimba cacetada na cadeira. A criança do carrinho desata aos berros, a criança a pé, aos berros desata.

Olho para a frente e dou de caras com o aviso “Zona de Não Fumadores”. Um dístico verde bandeira com as letras brancas e a sinalética de proibição a vermelho. Começo a imaginar um outro dístico que deveria estar em alguns locais, a bem da sanidade mental da maioria dos adultos: “Zona Interdita a Crianças”.

Como o ‘politicamente/socialmente/whatever correcto’ está visceralmente introduzido nas nossas vidinhas plásticas do civilizadamente correcto século XXI, parece mal dizer estas coisas em público. No entanto, e porque sou uma desbocada, estou tentada a fundar um movimento de restrição a crianças menores de, sei lá, 12 anos (?) em alguns locais.

Vejamos: o que pode incomodar mais? Um tipo a fumar-nos para cima enquanto saboreamos a sandocha ou uma criança aos berros e a espalhar Milupa por todo o lado? É quantificável? Dependerá das situações – quantidade/proximidade da emissão de fumos versus o volume decibélico/quantidade de Milupa espalhada – mas temos de convir, que no mínimo é tão ou mais incómodo que o fumador.

E se existem zonas que nos protegem dos fumadores, porque não existirão zonas que nos protejam de outros agentes nocivos à nossa saúde mental? Sei que os sinceros não vão opinar porque parece mal, sei que os outros todos terão uma palavra a dizer. Contra... claro!

Mas a mim, para ser completamente honesta, parece-me que até os próprios pais das criancinhas barulhentas e insuportáveis, dariam graças por haver espaços children free... Para um time outzito.

Deviam haver restaurantes ou zonas de restaurantes interditas a crianças. Nos supermercados, nem vê-las. Ou então estabeleciam-se uns horários, tipo recolha obrigatória. A partir de certa hora não poderiam haver crianças espalhadas por aí.

Era muito mais justo para todos: fumadores, não fumadores, procriadores, não procriadores. Todos diferentes, todos iguais...

TNT

publicado por TNT às 13:44
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6 comentários:
De oamante a 26 de Fevereiro de 2007 às 16:08
É verdade, há crianças irritantes, mas penso que os procriadores têm uma boa dose de culpa.
Devido a este problema há cafés em Chicago (!) que proíbem a entrada de crianças e há hotéis já em Portugal que também utilizam esta prática.
Não vou dizer que tenho uns santos, mas sempre fui a cafés e restaurantes e os meus filhos nunca foram de gritar ou correr e deitar copos pelo chão. Aliás, quando o meu filho viu um pirralho deitado no chão do supermercado, com birra forte, porque a mãe não lhe comprara um brinquedo... ele ficou espantado.
Tudo se ensina e as birras todos eles tentam, mas têm de ser logo cortadas.
Tomámos a decisão de querer sair com eles e ir a qualquer lado. Para isso, ensinámo-los.
Nunca tive problema de eles irem para a rua brincar, ao lado do café, porque lhes ensinei o que podia acontecer. O barulho?... basta um olhar!
Sou como tu: detesto berros de crianças em ambientes de descanso. E quem diz isto tem uma filha de 12 e um filho de 6.
De TNT a 26 de Fevereiro de 2007 às 16:38
É óbvio que os pais é que têm a culpa.
Até porque as crianças sozinhas não vão a lado nenhum...
Mas se não conseguem controlar os filhos, não os deviam levar para este tipo de locais. Digo eu, que não tenho crias...
De Pedro Pinheiro a 26 de Fevereiro de 2007 às 17:25
Apesar de eu ser um dos "procriadores", acho que a questão de aturarmos as crianças (em geral, independentemente de serem bem ou mal criadas) pode ser vista do ponto de vista de já termos sido essas crianças - e se gostamos da nossa vida actualmente, seja como for que a queiramos viver, é porque as pessoas nos aturaram também. Isto não resolve a questão de ter que se aturar com papas e berros, e de que alguns pais de facto não terem noção do limite da liberdade dos outros, mas aumenta-nos (a mim pelo menos) a capacidade de aturar as crianças como certamente, mais ou menos, fomos.
De antídoto a 26 de Fevereiro de 2007 às 17:52
Na qualidade de gajo que não aprecia criancinhas dou-te toda a razão.
Na qualidade de gajo que já teve duas pequeninas, estive quase 4 anos sem ir a lugares públicos e ia dando em doido.
Hoje não sei bem se não me estaria marimbando para os outros, mas...
De cigana a 27 de Fevereiro de 2007 às 12:02
Eu, que sou mãe, não tenho paciência nenhuma para crianças aos berros, seja pelo que for. E depois tenho sempre a impressão que os pais, talvez exaustos, cedem em tudo para acabar com a birra e acabam por fazer todas as vontadinhas ao menino, seja comprar-lhe o peluche gigante, seja deixá-lo trepar para cima da mesa do restaurante e andar a lambuzar-se com as travessas, limpando as mãos na roupa dos adultos.
Mas, se não puder trocar de lugar, tento pensar que os pais não têm com certeza outra alternativa, senão também eles preferiam deixá-los à avó e almoçar sossegados.
De Bruno a 17 de Março de 2007 às 17:01
TNT
clap clap clap clap
nem mais!! Se há coisa que REALMENTE e tira do sério é um grupo de crianças mimadas a fazer birra por alguma coisa!!! É que o barulho ainda se aguenta, agora quando é birra, e os paisinhos nada fazem sequer...
grrrrrr

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