Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

Sempre a Aprender...

Noutro dia estava eu no meu bar de sempre com amigos de sempre, quando recebo um telefonema de um rapazinho a quem eu acho muita graça, a dizer que ia lá ter e tal. Pois com certeza, que venha...
Quando chegou, eu estava lá já só com um amigo a quem o apresentei. Passado um bocado esse amigo saiu e depois veio outro que se sentou connosco.

O meu rapazinho acabou por se ir embora amuado e tal...

Ficando lá eu e o outro amigo, começamos a falar das dificuldades que tenho sempre, em relação aos homens confiarem em mim... “Mas ele não te conhece, não sabe que te dás com homens, não sabe que trabalhas com homens...?” Claro que sabe! E sabe mais ainda! Ele é primo de uns amigos que me conhecem de adolescente, quase...! E é amigo de infância de uma que conhece aquela história de Londres. “Ah ok... ele sabe então as outras coisas também... pois, assim é difícil!”

O meu passado amoroso é recheado de histórias dignas de argumentos cinematográficos. Por acaso vivi com um músico muito conhecido em Portugal, por acaso tive um affair com outro mundialmente conhecido, por acaso tive aventuras fantásticas com pessoas fantásticas e algumas delas também famosas, por esse mundo fora. O que o meu amigo comentava é verdade: “...tu não tens mais aventuras que as outras pessoas, tens é aventuras com pessoas mais conhecidas. E isso traz muita insegurança ao comum dos mortais. É como se tivesses andado com o Steve Jobs e agora estavas aqui comigo. Isso para os homens é complicado! Nós temos de ser sempre os melhores da nossa rua!”

A questão é que mesmo que eu não lhes conte, acabam sempre por descobrir de uma forma ou de outra. Porque é o amigo da amiga e o primo do vizinho e o cunhado do senhor do talho e o raio...! Eu não ando por aí a divulgar as minhas histórias, mas se calha perguntarem-me se já fui casada (e acreditem, toda a gente pergunta...), eu digo que não, que fui vivente. E se perguntam o que é que ele fazia e eu digo que é músico, pronto, já está! A partir daí vem a curiosidade e é um pulinho para se chegarem a trinta mil outras histórias.

Às vezes, as vidas diferentes tornam-se ameaçadoras aos olhos dos outros.

Mas será possível que tenhamos de fingir que tivemos uma vida igual a toda a gente para os outros esquecerem as inseguranças? Será que as pessoas que queremos nos merecem esses sacrifícios? Ou será que elas próprias têm de crescer e aprender a viver com as bagagens de cada um?

Que dor de cabeça! Isto das relações dá cabo de mim...

TNT
publicado por TNT às 23:36
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17 comentários:
De In a 3 de Abril de 2007 às 02:49
A verdade é que existe quase sempre uma dualidade nas pessoas. Existe o voyeurismo - quando esse voyeurismo é satisfeito reage-se de duas maneiras: ou se fica confortável porque a vida do outro é tão (des)interessante como a nossa... ou se fica desconfortável e cheio de complexos ao se constatar que afinal a nossa vida é banal, igual a tantas outras, e que há quem saiba fazer a diferença. Às vezes custa ver que há pessoas que tem uma vida, ou uma história de vida, interessante.
Por acaso nunca me deu para isso. Sempre gostei de ouvir histórias de pessoas (é claro que há umas que são mesmo enfadonhas...).
De Bruno a 3 de Abril de 2007 às 14:17
Um dia destes era a queda do Nasdaq, hoje é o Steve Jobs... o que estas a fazer na revista? devias estar no Financial Times a escrever uma coluna de relacionamentos para CEO's...
;)
De TNT a 3 de Abril de 2007 às 14:36
Pois é... Ando a perder-me por aqui!
De lovely a 3 de Abril de 2007 às 16:16
Alguns homens (a maioria talvez), não gostam de competir com a independência e liberdade das mulheres. O facto do teus envolvimentos serem conhecidos no meio que frequentas apenas os lembra que nessa matéria és como eles, não vives de contos da carochinha.
De TNT a 3 de Abril de 2007 às 16:27
Pois, e isso eles não suportam...
Ainda falta muito para a igualdade!
De Cláudia Oliveira a 3 de Abril de 2007 às 16:30
Amanhã visita o meu blog.
De TNT a 3 de Abril de 2007 às 16:33
Já percebi, já percebi...
Já te deixei um comentário! Estou num stress!
De Cláudia Oliveira a 3 de Abril de 2007 às 17:51
Nao vale a pena
De AlfmaniaK a 3 de Abril de 2007 às 23:51
Há fulanos inseguros e há outros... bom... além de inseguros, são um tanto o quanto sem sal! Desperdiçar tempo a considerar se sins e senãos com isso é que é desencessário, se houver interesse é porque o há. O passado de cada um é só uma desculpa para a insegurança de cada qual. Vulgar somos todos. Até comuns e demais.
Se o meu passado fosse ameaçador aos olhos de terceiros, seria por motivos bem mais sanguínários, ora essa...
Desbundemos a vida como ela é, e não pelo que ela deveria ser!
De cigana a 4 de Abril de 2007 às 01:58
Sabes aquela frase? "Os homens só querem ser o primeiro amor da vida de uma mulher. As mulheres só querem ser o último amor da vida de um homem".
Algo assim. Perspectivas distintas, não é?
De TNT a 4 de Abril de 2007 às 11:17
Pois, será isso realmente. Querem a eterna virgem experiente! Não querem ser os 10º de uma lista que ainda não se prevê terminar! Principalmente com comportamentos destes...
De M a 4 de Abril de 2007 às 16:11
Se gostas do miudo, vai atrás dele.
É assim tão dificil?
De TNT a 5 de Abril de 2007 às 02:09
Quem? Moi??? Atrás???
Quem não tem estofo para levar com o meu passado, não me merece! Ponto final e sem parágrafo!
De Cláudia Oliveira a 4 de Abril de 2007 às 18:26
Procurei pelo teu email e nada, terá de ser aqui.
Confesso que fiquei contente por teres gostado da minha analise, decepcionei-me com o primeiro comentário que fizeram da minha rubrica. Tudo isto para te dizer que, tive uma trabalhão enorme com a rubrica desta semana e a final qualificaram de fraquinha. Sim, a rubrica não é fácil, tenho trabalho. Obrigada pela participação.
De TNT a 5 de Abril de 2007 às 02:07
O meu mail é tnt.bombastica@gmail.com
É sempre mais difícil dizer bem do que dizer mal. Normalmente somos mal entendidos...
De V.A.D. a 4 de Abril de 2007 às 19:59
Tudo se acaba por saber, especialmente aquilo que é um bocadinho mais "apimentado". Além disso, não há como a transparência. Se gera inseguranças, tanto pior para quem delas padece...

Cumprimetos
De TNT a 5 de Abril de 2007 às 02:08
Tmabém me parece que as pessoas têm de aprender a viver com os passados dos outros. Com mais ou menos especiarias... A questão é que há estômagos muito sensíveis!

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