Sábado, 7 de Abril de 2007

Ná casa do sinhô não éxistchi satanáis, xô satanáis

Em plena época pascal, apraz-me falar sobre um assunto que me incomoda bastante.
O casamento pela igreja.

O casamento per si já me transtorna, o casamento pela igreja causa-me sérios distúrbios a vários níveis. Por não pertencer a nenhuma religião, organizada ou não, por não ser crente em nenhuma força superior, não quer dizer que não respeite a vontade e a crença alheia. Acrescento até, que sinto alguma inveja da dita fé que tanto tenho ouvido falar, mas que a mim nunca me tocou. E haveriam momentos, que com certeza me teria dado jeito. Adiante!

Vou aos casamentos nas igrejas com o mesmo espírito que iria a um jogo de futebol ou a um qualquer outro espectáculo. Participo nos rituais do levanta, senta, levanta, senta, não me peçam é para rezar e cantar e benzer, porque não me pagam para isso.  Mediante justo pagamento, será uma proposta a considerar!

O que realmente me causa brotoeja são os votos, as juras e promessas no altar.  Para quem acredita em deus, na virgem maria, no jota cristo e nessas cegadas todas deveria pensar mais vezes, antes de se prestar a determinados papéis. Porque ir para ali, para casa do senhor (levantem-se e benzam-se por favor), prometer que vamos ser fiéis e não sei o quê na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza (deves!) até que a morte nos separe, parece-me um bocadinho insultuoso. Vão mentir deliberadamente ao deus todo poderoso? Shame on them, não me parece nada bem...

Dirão os mais virtuosos, ah e tal pelo menos naquela altura acreditamos que é para sempre... Pois é meus amigos, mas a promessa não é: ok, eu hoje estou convicto que estarei contigo até à morte, mas amanhã logo se vê... A promessa é mesmo para sempre!! SEMPRE! E sempre é muito tempo. É todo o tempo.

Eu até acredito que é possível amar alguém para sempre. Já conseguir ficar com esse alguém... duvido muito. E não condeno nada quem não consiga. O que condeno é terem a lata de ir para os altares, crentes nos seus deuses, mas descrentes de si próprios. E tentarem enganá-los como se afinal não acreditassem que eles andam aí. Em todo o lado.

Afinal em que é que ficamos?

TNT
publicado por TNT às 00:19
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13 comentários:
De AlfmaniaK a 8 de Abril de 2007 às 02:32
Ficamos pela indústria dos divórcios... afinal, sempre há alguém que consiga lucrar com isso, e em última análise essas heresias não serão tão inúteis!
De TNT a 8 de Abril de 2007 às 11:40
Não precisamos de casamentos pela igreja para alimentar a indústria dos divórcio. O civil chega e sobra...
De antídoto a 8 de Abril de 2007 às 20:27
Subscrevo e assino por baixo, apesar de aceitar que muita gente acredita mesmo que será para sempre.
Os outros são aqueles que se vergam aos ditames sociais e religiosos, nisso e em tudo o mais, ainda que não acreditem.
De Muna a 9 de Abril de 2007 às 11:23
Boa TNT! O facto é, temos que dize-lo com frontalidade, as pessoas não casam pela igreja por crença, mas sim porque é mais bonito, tem mais impacto familiar e social, as fotos ficam mais bonitas, sei lá eu...
De Cláudia Oliveira a 9 de Abril de 2007 às 14:59
Sou contra casamento por igreja mas o David quer.
Conclusão, parece que não caso.
De TNT a 9 de Abril de 2007 às 15:02
De Bruno a 9 de Abril de 2007 às 15:02
Boa muito bem...
acontecem-me coisas "estranhas" quando vou a um casamento:
a) Não sinto nada de especial em ver duas pessoas a casarem-se. Estou apenas contente por ver 2 amigos/familiares também contentes (falo do momento)
b) Irrita-me ter de me levantar e sentar vezes sem conta. Então se o casamento tem missa!!! Pf, deixem-me ir fumar um cigarro
c) os lugares de trás são sempre para mim (pela razão anterior) e parece que quem fica na ultima fila são os volões, que não estão bem com a sociedade.
d) os contíguos olhares sarcásticos só pq nunca levo ninguem (excepto 1 vez) porque não quero compromissos pré-anunciados
e) sujeito-me a ter de ouvir repetidamente "Então Bruno e quando és tu??"
f) tenho de responder com um sorriso amarelo (para nao ser sarcástico [pq sou bem -educado]) que "ainda falta muito e tal... tenho tempo
g) o que me apetece dizer: "casar para quê? pra daqui a 6 meses ou 1 anos tar farto e ter de gastar mais € no divorcio? ou acha que me apetece ter de me meter em dívidas? Além do mais, passeios de mota pela marginal fazem-se melhor sozinhos!!"
h) como o casamento tipico português demora uma eternindade, e come-se durante 10 horas... fico sempre mal-disposto no fim!

De TNT a 9 de Abril de 2007 às 15:11
Pois... comigo já desistiram de perguntar. Agora só levo com aqueles sorrisos meios de compaixão tipo, coitada, ninguém lhe pega... també, com aquele feitio!
Tinha sempre uma companhia para os casamentos, mas o palhaço passou pro outro lado. Vendido! O que vale é que já se tá a divorciar por isso vou ter novamente o meu date do costume.
A parte da comidinha e da festarola, confesso que gosto! Casem-se, casem-se e convidem-me.
De phia_t a 9 de Abril de 2007 às 16:32
Confesso que gosto d "papel passado" e d td o q isso implica... mas dispensava a séca d padre... Não sei é s as nossas familias nos perdoavam!
De cigana a 10 de Abril de 2007 às 15:41
E o teu inimigo de estimação, passou-se com tanta blasfémia? Te arrenego, satanás!
De TNT a 10 de Abril de 2007 às 15:54
Nem dá as caras!
De Xisco a 19 de Abril de 2007 às 11:44
Respeitando a sua opinião, não posso deixar de me sentir indignado com o que escreveu neste post.

Lamento que julgue o todo pelos seus padrões.

Felizmente (dira mesmo graças a Deus, mas como a menina não acredita, fico-me pelo felizmente) existem muitas excepções de pessoas autênticas e que casam pela igreja com toda a convicção.

Faz muitos anos que sou casado pela Igreja e nunca me teria Casado (Igreja ou Cívil) se não acreditá-se que é para SEMPRE, se não visse no casamento pela Igreja como um passo lógico na estrada da minha vida, um degrau mais na escada da minha realização pessoal.

Não posso deixar de me sentir indignado com este seu texto, politicamente correcto mas moralmente muito incorrecto (sem pretender ou querer "pregar" falsas moralidades).

É por posturas como a sua que vamos vivendo no mundo que vivemos, um mundo que volta as costas às religiões, que ignora o peso que as religiões têm que esquece que enquanto as religiões não dialogarem entre sí é utópico pensar na irradicação da fome ou na paz mundial... por exemplo.

Já Einstein dizia algo como "não é com os maus que nos temos de preocupar, mas com aqueles que permitem a maldade"

Como este seu generalista e abrangente texto não passa de uma grande maldade... fica a minha indignada reacção...
De TNT a 19 de Abril de 2007 às 13:13
Nesta casa não existe deus nem diabo nem nada dessa gente. O resto das pessoas, são bem-vindas. Por isso, seja bem-vindo!

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