Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

Puzzles Sexuais

Supondo que as pessoas que me visitam aqui no blog azul, são maiores tanto de idade como de alma, esclarecidas, inteligentes, experientes e outros predicados elogiosos, vou ser completamente clara e tentar deixar-me de rodeios. Lets talk about sex, ok? Puro e duro!

 

Já referi em algumas das minhas reflexões que as primeiras vezes com determinada pessoa ficam sempre aquém do sonho. Ou melhor, das expectativas. Ou melhor, do desejo... Sei lá! Como somos minimamente experientes já sabemos que nas primeiras vezes não há nem pode haver o encaixe perfeito. Como costumo dizer, sobram braços e pernas por todo o lado, os timings andam normalmente desencontrados, etc... Creio que isto não é surpresa para ninguém e todos nós já passámos por isto. Daí, não criarmos grandes expectativas à volta da “primeira vez” com determinada pessoa. Sabemos que com o tempo, treino, prática e insistência, a coisa se vai compondo. Vamos percebendo os códigos e sinais, as fontes de desejo, os pontos fortes e fracos e por aí fora (ou dentro... sei lá!)

 

Acho que até agora todos nós estamos em sintonia e a identificarmo-nos com esta situação. A coisa começa assim... fraquinha... e depois vai num crescendo até ao alcance da “perfeição”... se possível, claro! É também claro que há pessoas com as quais nunca nos vamos conseguir encaixar, e quanto a isso... Next!

 

Mas agora vamos supor um cenário completamente alternativo. Na primeira vez há encaixe, na segunda o puzzle completa-se e à terceira basta um olhar para se saber exactamente que é ali mesmo e tal e coiso... E não estou a falar de desejo ou vontade. Que estes são próprios dos inícios. Estou a falar do acto propriamente dito. Ali mesmo... luzes, câmara, acção! Já estão a ver o filme? Óptimo!...

 

Se atendermos a que na hipótese mais corrente, a coisa vai evoluindo sempre para melhor, o que prever numa situação assim que já começa (quase) perfeita? Será que tem tendência para piorar? E não é um bocadinho assustador?

A inversão da ordem das coisas é sempre muito complicada... É que nos manuais de gestão sempre nos ensinam a fazer evoluir. Alcançar objectivos e metas. Como é que funciona se partirmos da finish line? Gráficos descendentes?

 

Gestor de projecto invertido, precisa-se. Exige-se experiência neste tipo de assunto para esclarecimento de uma vasta plateia de interessados.

TNT

publicado por TNT às 17:45
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35 comentários:
De Contradições a 17 de Maio de 2007 às 18:26
Até o encaixe perfeito e eu adoro puzzles consegue ainda ser mais perfeito!Não existe finish line o infinito é a meta ou a meta deixa de interessar porque é realmente perfeito! Se decresce?? Não sei...tenho quase a certeza que não. O que pode trazer outro tipo de problema! Acho que existe um post no rosa sobre isso...solosexodependente? Será?
De Jameson a 17 de Maio de 2007 às 20:06
Estou contigo Contradições, também me lembrei desse post. Mas será que esse encaixe que funciona desde o primeiro momento não será também um reflexo de uma compatibilidade que vai além do sexo puro e duro?

Ou seja, será que é somente um solosexodependente?

Porque se assim fosse, não levantarias a questão, pois não TNT? Provavelmente seria um assunto arrumado... O difícil está em criar um novo rótulo. ehehehehe ;)
De TNT a 17 de Maio de 2007 às 20:12
Beeeem....! Isto é só leitores atentos.
Pois é... os solosexodependentes surgem depois de já não existir mais nada. Acaba tudo o resto, já não há mais nada a fazer senão tratar do assunto "cama". Vai a relação, fica o vício do sexo.
O que falo aqui é de uma eventual relação aind a principiar...
Tenho de arranjar um novo termo, está decidido!
De barafundida a 18 de Maio de 2007 às 10:58
Idem!
De oamante a 17 de Maio de 2007 às 19:27
Bem, TNT. Não é preciso medo nenhum.
É claro que há casos em que a experiência vai amadurecendo o sexo: posições, pontos erógenos. A timidez da primeira vez, causa algum embaraço.
Mas é claro que quando temos duas pessoas de igual valor sexual, com conhecimentos, com paixão... as coisas acertam logo à primeira. Afinal, estão feitos um para o outro, pelo menos ao nível sexual.
Agora a questão do medo no futuro: ah, começamos bem, como conseguiremos agora evoluir mais do que isto?
Bem... vou contar-te uma história: um casal conseguiu criar um produto, muito procurado e fê-lo tão bem, que todos se admiraram com ele. Mas o produto era tão bom que, ao longo dos anos, atingia sempre uma nova etapa e ficava ainda melhor! Era o espanto geral. A esse casal chamaram-lhe Eva e Adão e ao filho foi dado o nome de... Homem.
É claro que uma relação que começa bem, irá dar frutos diferentes: melhores. Serão mais saborosos, mais duradouros, viciar-nos-ão...
Enfim, tudo coisas que farão cada um dos elementos do casal tremer de medo... e se for Este(a)?
Pois é... e se for?
De TNT a 17 de Maio de 2007 às 20:14
Sabes que esse casal que aí falas não é para mim grande referência... Mas adiante!
Esse medinho que referes, isso aí sim, já me faz bastante sentido!
Mas em termos de evolução da coisa, o que te parece: crescente ou decrescente?
De oamante a 17 de Maio de 2007 às 20:19
Só pode ser crescente. Terão muito tempo para muitas coisas e como pensam em comum, nunca entrarão na monotonia.
São pioneiros natos, aptos a descobrir o corpo do parceiro e isso... acredita... nunca acaba.
De Contradições a 17 de Maio de 2007 às 22:16
Respondendo à tua questão Jameson. Embora se passe muito tempo nela não se resume a cama nem nada que se pareça. Simplesmente e felizmente os 5 sentidos estão em harmonia e muito mais apurados...paladar, tacto, olfacto, visão e audição a que se junto um sexto...intuição. Just let it flow!
TNT achas que no solosexodependentes é mesmo só isso? Então porquê as necessidades de fuga?? Nem que seja a intimidade??
De TNT a 18 de Maio de 2007 às 01:38
A necessidade de fuga tem de ver com o facto de precisares de refazer a tua vida. E com essa dependência nunca consegues! Andas sempre em círculos e nunca consegues avançar...
A intimidade, essa, é outro assunto! Mais difícil de lá chegar... Parece muito complicado. Tem de ver com verdade. O que pode ser aterrador para muito boa gente...
De cigana a 17 de Maio de 2007 às 23:17
Quem começa por baixo é que tem um longo percurso pela frente, e poderá conseguir atingir uns picos picantes ou uns picos celestiais.
Mas quem começa por cima, ultrapassa os gráficos todos, não tem linhas de medição nem tem limites.
Os gráficos e as metas são para os vulgares mortais, não para os seres que nasceram talhados para encaixar na perfeição.
De TNT a 18 de Maio de 2007 às 01:39
Ui!
Agora até fiquei arrepiada com este comentário...
Que grande gestora de projectos invertidos que me saíste! Sim senhora! Gratz!
De AlfmaniaK a 18 de Maio de 2007 às 03:34
Ora se começa quase perfeita, então continua a caminhar para a perfeição, mas mais devagar e como menos picos (óbvio)
Se partir da finish line o objectivo é manutenção. Caso contrário o gráfico é descendente e NEXT...
De TNT a 18 de Maio de 2007 às 09:08
Mas não será o "objectivo manutenção" uma coisa assim um bocadinho insípida e maçadora?
De AlfmaniaK a 18 de Maio de 2007 às 09:15
Claramente! Para uns pode revelar-se um desafio à altura, para outros será monotonia... em ambos os casos, para mim é NEXT.
De TNT a 18 de Maio de 2007 às 09:22
Como é que podes partir para o NEXT, se o que tens é perfeito??
O tema não é tão simples assim. Se fosse não haveriam dúvidas...
De AlfmaniaK a 18 de Maio de 2007 às 09:43
Porque o perfeito é o mesmo que acabado. Se começas no que é por si só completo, daí para a frente... deixa de ser perfeito.
Por outras palavras, trata-se de uma ilusão. Ilusão essa que vais tentar alimentar e mais cedo ou mais tarde colapsa por negação própria. (uma relação, um encaixe perfeito, não se alimenta, senão não seria perfeito)
Ao olhar para os outros comentários, confirmo que essa relação perfeita é mesmo única e obedece a um carpe-diem... não me parece que haja volta a dar-lhe. Se houver, deixa de ser perfeita.
É um pouco como o "amante" que passa a "marido".

Eu avanço para o NEXT porque não tenho pachorra para descobrir isto que estou para aqui a esrever... só por isso, mas posso fazer analogias simples com motas, surf, comida... é-me igual.
O perfeito é imperfeito por ser o que é...?!?!?! Agora fiquei confuso, mas sim, é isso.
Bom dia!
De TNT a 18 de Maio de 2007 às 10:03
Essa teoria parece-me um bocadinho a inevitabilidade do abismo... O vertigo!
Se o que se tem é perfeito (ou quase) o melhor então será terminar já, antes que se chegue ao insuportável da imperfeição. Terminar para não sofrer. Acabar para não se sentir.
E fazendo a analogia da comida como sugeres... Se achas um restaurante que tem o que gostas, o melhor é mudar de restaurante rapidamente, porque não pode melhorar...?
É muito geração orpheu, muito ricardo reis, muito insustentável leveza do ser.
De AlfmaniaK a 18 de Maio de 2007 às 10:23
...muito eu, sim. Não afirmo que devem fazer como eu julgo que faria. Refiro até que concordo com o que outros disseram aqui, que é um carpe-diem, é um aproveitar até fartar. Eu não me vejo nesses ritmos. Gosto do sabor dos picos que a Cigana falou.
O restaurante não mudo logo. Guardo o cartão e regresso quando tenho fome de qualidade.
De gomesh a 18 de Maio de 2007 às 08:52
Na minha parca experiência uma vez que ainda sou um jovenzinho encaixes perfeitos serão raros... a mim só me aconteceu uma vez... e a única forma que encontrámos para lidar com o assunto foi de nos tornarmos grandes amigos, e de vez em quando então "colorimos a amizade...".
Não há como diz a Cigana, metas ou objectivos , e provavelmente é mesmo isso que torna essa relação perfeita, e ao mesmo tempo quase impossível porque nós comuns mortais não estamos habituados a essas situações ... talvez não evoluímos ainda o suficiente para atingir semelhante patamar - no meu caso resta então guardar uma amizade e mesmo intimidade muito forte com essa "alma gémea", e aproveitar os tempos em que nos vemos... para atingir os ditos picos picantes ou mesmo celestiais...
Será que faz sentido? Provavelmente não... por isso é que se torna interessante...
De TNT a 18 de Maio de 2007 às 09:13
Soul mates... interessante!
Carpe diem... interessante!
Picos picantes e celestiais... definitivamente interessante!
De gomesh a 18 de Maio de 2007 às 09:26
Life CAN BE beautifull " - temos é de aprender com a aproveitar... mas de certeza que tu sabes isso!
De TNT a 18 de Maio de 2007 às 09:29
Faz-se o que se pode, my dear, faz-se o que se pode...!
De Luna a 4 de Julho de 2007 às 11:44
Para a Gomesh: Mas se havia esse encaixe tão bom, como foi possivel não haver qualquer tipo de sentimento além da amizade e do desejo???isso existe??ir para a cama uma vez é uma coisa mas outra coisa é ele fazer parte da nossa rotina, haver amizade, haver cumplicidade, haver conversa e não apenas sexo...
E se ainda continuam haver encontros furtivos, é apenas pelo prazer do sexo???Ou já existem outros sentimentos que nenhum dos dois quer admitir???Se existe outros sentimentos, que sentimentos são esses??o que querem dizer???com lidar com eles???...
De gomesh a 4 de Julho de 2007 às 15:23
"Para O Gomesh" Luna... pelo menos a ultima vez que olhei ainda era um rapazito
Em relação ao comentário depende de como olhas para o sexo realmente...
Como eu o vejo eu posso ter uma boa relação com uma amiga e ter bom sexo na mesma... desde que seja isso que os dois querem é uma experiência gratificante. Pode até parecer muito frio mas eu distingo claramente sexo de amor... fará sentido para algumas pessoas apenas... mas é como vejo a situação, pode não ser moralmente aceitável; mas nunca disse que o era...
De FELINO a 18 de Maio de 2007 às 09:04
Olá TNT
Sou da opinião da Cigana. Um começo um pouco atribulado faz com que com o tempo vão descubrindo o outro e se encaixando com mais perfeição. Eu como sabes gosto de sexo trântico e aí à toda uma Filosofia de conhecimento do outro. Passa-se horas em auto conhecimento com caricias, toques, festas etc... e por fim a penetração e quando se chega a esta parte ambos os seres estão numa armonia e sintonia de encaixe perfeito.

Beijinhos
Ãss: Felino
De TNT a 18 de Maio de 2007 às 09:20
Mas e se essa harmonia e perfeição existir antes de ter sido sintoninada e aperfeiçoada?
Porque o que referes é o desenvolvimento normal de uma relação a vários níveis, que vai sofrendo uma evolução construída pelos intervenientes.
Do que eu falo aqui é haver esse encaixe logo à partida... Isso é que me parece estranho a roçar o assustador. Porque depois não existem etapas, nem metas, nem obstáculos. Parte-se da perfeição com rumo a ...?
Weird...
De Babe, a Certificada a 18 de Maio de 2007 às 09:53
Quando comecei a ler o post sobre o inicio não ser perfeito, pensei logo para mim "Mas há excepções, certo?", porque já tive um momento assim. Envolves-te com alguém, há quimica, há fisica, há compatibilidade, há tudo para dar certo e dá. E também eu tenho essa dúvida, o que se vai passar de agora em diante? Seremos sempre mais e melhor ou acabaremos por nos aborrecer um com o outro porque a dada altura poderá não haver mais novidade?
De TNT a 18 de Maio de 2007 às 10:10
Pois... aí é que está o busílis da questão!
E a resposta, definitivamente, não é nem fácil nem linear!
De Cláudia Oliveira a 18 de Maio de 2007 às 10:53
Nunca me aconteceu. Tive sempre experiencias em que para chegar ao perfeito, houve algum trabalhinho.
De TNT a 18 de Maio de 2007 às 10:59
Pois... por ser uma situação diferente, que me chegou de bandeja, é que me/nos interrogo...
De Contradições a 18 de Maio de 2007 às 11:27
É exactamente isso TNT! Interrogas-te: Como é possível? Elah ainda pode melhorar? Se eu contar alguém acredita? (sim! porque eles não contam né?)
Sim é uma espécie de almas gémeas! Dois seres feitos exactamente à medida um do outro!Toca a aproveitar!Muito bom post! Não tem nada de linear não senhora!

P.s: Eu percebi a fuga...acho é que tem de haver mais qualquer coisa...

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