Quinta-feira, 28 de Abril de 2011

Thursday bloody Thursday

Já passou uma semana, já estou mais calma, já posso falar nisto.
Os tempos que passei lá fora a lutar pela vida com uma garrafa de Macieira – mentira, eu bebo vodka, desculpem – tornaram-me mais patriota. Sempre defendi o meu país de uma forma quase encantatória. Quem não era português até ficava com vontade de o ser.

Na quinta-feira passada tive vergonha de ser portuguesa. Tive vergonha do meu país. Tive vergonha dos portugueses.

O governo deu tolerância de ponto. Mal, no meu ponto de vista. O fim-de-semana já era suficientemente grande, não havia necessidade de mais uma tarde. E os portugueses que bramam diariamente contra o governo, Sócrates, políticos, política, deputados e tudo o que possa representar os poderes instituídos, alaram com uma pinta que era vê-los em filinha a caminho dos Allgarves.

Se protestam tanto contra as medidas do governo, deviam ter ficado a trabalhar. Isso sim, era uma estalada na corja!

 

Mas que raio de gente é esta? Acham que os protestos se devem ficar pelo Facebook? Pois, um clique aqui e uma petição ali é fácil, não é?

Tolerância de ponto não significa feriado. Não é obrigatoriedade de não se pôr os cotos no emprego. Tolerância de ponto significa não se ser penalizado, caso não se vá trabalhar.

Se TODOS tivessem ficado nos seus postos de trabalho mostravam aos governantes de que massa se faz um português. Era um protesto à séria, um exemplo de integridade e consciência da situação do país. Era um grito de revolta. Era um alerta vermelho para os senhores do FMI que vão decidir os nossos desígnios nos próximos anos. Era como afirmar ‘Nós não somos quem nos governa. Somos melhores’.

Mas na realidade não somos. Nós somos quem nos governa. Somos iguais. E temos aquilo que merecemos. Nem mais, nem menos.

publicado por TNT às 00:02
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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

O enrabanço da EDP

Ontem à noite, vi na SIC Notícias o senhor da ERSE que exigia que os ‘custos de interesse económico geral’ viessem discriminados na factura da EDP.

Se mal me pergunte… para quê? Posso não pagar se não concordar? Claro que não. Pago na mesma ficando apenas informada sobre todos os passinhos.

Isto é um bocado como estarmos a ser enrabados, mas vão-nos informando das várias etapas: “agora estamos a afastar-lhe as nádegas... em seguida vamos passar um pouco de lubrificante... depois vai ser mesmo a doer...”

Com descrição o sofrimento é menor?

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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Há gente que me irrita

Nesta época festiva em que, supostamente, devemos ser mais solidários, tolerantes, compreensivos, acaba por ser a altura do ano em que fico mais irritada com (quase) toda a gente que me rodeia. Apenas, suponho eu, porque há mais gente a pairar no mesmo espaço que o costume.

Sabem aqueles que nos centros comerciais ao subirem ou descerem as escadas rolantes ficam animadamente ou com ar de bois a olhar para palácio especados à saída das ditas? E o resto das pessoas – que não lhes devem interessar para nada – ficam ali a tentar sair desesperadamente do raio das escadas a recuar em cadência, simplesmente porque as bestas da frente decidiram ficar a pensar na vida à saída de um mecanismo que não pára… Aquilo não pára, sabiam??

Ou aqueles, que na fila da caixa do supermercado avançam logo e ainda não acabámos a nossa função (ingrata) de pagar? Quando a menina nos diz quanto é a dolorosa, lá têm de recuar com os carros todos e as crianças empoleiradas aos gritos para nós podermos proceder ao “verde-código-verde”. Será que eles não pagam e por isso não conhecem as regras?

E ainda aqueles que se arrogam de mais direitos que os outros em épocas natalícias – vai na volta ainda são parentes afastados do JC ou do S. Nicolau – e passam à frente de toda a gente só porque têm o gelado ao lume ou um urso polar no quintal?

Noutro dia, no Corte Inglés, estava na fila da recepção do supermercado para deixar umas coisas. Estava uma senhora a ser atendida há horas e a fila adensava-se. Aparentemente, o saco que ela tinha deixado lá no bengaleiro tinha desaparecido. Já toda a gente estava com um ar desconfiado a pensar duas vezes se deveria deixar os bens preciosos como o chapéu-de-chuva neste serviço, quando a dita senhora começa a dizer que eles tinham de lhe pagar a dita gabardine que ela tinha comprado, bem como o transporte para casa, uma vez que já ia perder o comboio ou lá o que era. Toda a gente achava que a senhora estava coberta de razão. Eis senão quando, a menina que estava já com um stress desgraçado, perguntou-lhe quando é que a senhora tinha deixado lá as coisas. Resposta: Há cerca de um mês atrás!

- Eh pá, faz-te à vida e deixa-me passar à frente, ó minha grandessíssima tecla 3! – não disse, mas fiquei cheia de vontade. Pelo sim, pelo não, passei-lhe à frente.

E pronto, lá se vai a solidariedade, compreensão e tolerância, valores tão bonitos, (principalmente) em época festiva…
 

publicado por TNT às 12:02
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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

É deus subornável?

De acordo com a Nespresso, deus é subornável, sim senhor.
Para quem ainda não viu o anúncio, a trama é qualquer coisa como isto: George Clooney acaba de comprar a sua máquina Nespresso. Ao sair da loja, cai-lhe um piano em cima – muito comum nos dias que correm – e em seguida depara-se com deus, magistralmente interpretado por John Malkovich. George Clooney riposta ao dizer que acha que a hora dele ainda não chegou e deus diz que se pode arranjar qualquer coisa, olhando babadamente para a máquina de café. Na cena seguinte George Clooney está vivinho junto à loja e sem a bendita máquina.

E quem diz máquinas de café, também diz quilos de robalos. Mas deixemos estes assuntos para depois, se bem que podemos aferir que deus podia ser perfeitamente ministro de um qualquer governo português ou, ainda, administrador do BPN.

Não sou crente. Em qualquer religião. Nem tampouco sou crente em quem crê. (Chiça, que aliteração!) Conheço muito boa gente que vai a Fátima e reza todos os dias e que depois rouba em lojas, engana a mulher e outro tipo de transgressões aos mandamentos e pecados instituídos.

Porém, há religiões mais ‘honestas’ que outras. Sabe-se logo ao que se vai. As IURD e afins são disso exemplo. Prometem um pedacinho de céu. Em contrapartida, paga-se. Em dinheiro. Cash. Pilim. Massa. Guito. É fácil: paga-se e tem-se um pedacinho de céu.

Com outras religiões mais conservadoras - onde não se canta, não se bate palmas ou se atiram para o chão em êxtase – e menos abertamente mercantilistas, a coisa é mais complicada. Nunca se sabe muito bem como é que vai ser. Para se ter a tal horta no céu tem de haver arrependimento dos pecados. E esse arrependimento tem de ser explicitado aos senhores de batina. Não há confissão, não há salvação.

E quem é que na verdade se arrepende realmente dos seus pecados? Deves!

Cada vez que se lembram dos óculos Prada que gamaram no El Corte Inglés que eram tão caros e dão tanto jeito… ou dos orgasmos que têm quando pulam a cerca… de repente, não me parece que o sentimento mais predominante seja o arrependimento, mas…

Em épocas de Natal não faz bem nem mal pensar um bocadinho no que andamos a fazer na vida. Porém, há pessoas que não sendo crentes, nem sabendo onde são as igrejas, pegam numa carrada de anjinhos do Exército de Salvação e decidem dar do seu bolso presentes a quem não os iria ter.

E é neste tipo de fé que me apraz acreditar.
 

publicado por TNT às 14:53
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Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Pénis...

O meu nome é Ana.

O meu mail começa por ana.

Ana é um nome claramente feminino existente em quase todas as línguas.

 

Então por que raio é que insistem em enviar-me mails para me aumentar o pénis??

 

TNT

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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Um mês de férias...

Por razões pessoais, esta é uma altura do ano particularmente difícil para mim. É assim todos os anos e há mais do que gosto de me lembrar. A meio de Fevereiro entro em espiral descendente e só consigo escalar lá para meados de Março.

Este ano, as coisas estavam diferentes. Pareciam mais animadas. Parecia mesmo que não ia entrar em parafuso. Mas enganei-me... há sempre uns queridos e umas queridas que me lembram que ainda não chegou o tempo de conseguir passar esta temporada de forma, se não feliz, pelo menos tranquila.

Provavelmente, os egoísmos acontecem durante todo o ano. Provavelmente, é nesta altura que os sinto mais profundamente. Provavelmente, as pessoas são sempre mesquinhas e agarradas aos seus próprios interesses. Provavelmente, nos restantes onze meses do ano não lhes ligo nenhuma.

Por agora... deixem-me em paz. A sério! Têm cerca de 335 diazinhos para me darem cabo da vida, anualmente. Peço umas tréguas nesta altura, pode ser? Que venham os capacetes azuis! Obama, by all means, save me from this mob!
 

TNT

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Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Rituais de passagem

Os fins são tristes, mas libertadores.
Resolvem muitas coisas, dão-nos ímpetos desconhecidos e conduzem-nos a descobertas ímpares. Quanto mais difícil o fim, mais fácil será o princípio seguinte.

Os fins não nos afastam. Aproximam-nos de nós próprios. Alimentam-nos a alma quando esta está, afinal, vazia. Os fins podem ser apenas fins da desgraça. Princípios de alegrias. Mas são sempre tristes. Sempre difíceis. Muitas vezes inesperados. E outras vezes imerecidos...
 

TNT

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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

The day after...

Estou cansada. Tenho as pálpebras pesadíssimas a quererem cair. Mas não as posso deixar cair. Aparecem logo umas imagens pouco próprias para uma donzela imaculada. Entram sem pedir licença, as grandes doidas. Que me fazem respirar fundo. E suspirar ainda mais fundo.

 

Vejo-te a olhar para mim com ar extasiado. E vejo-me ali a querer que nada daquilo acabasse. Vejo-me a medir o tempo descontrolado. E depois deixo de ver. Fica só o sentir. E é aqui que as coisas se complicam. Os lábios teimam em ficar dormentes, a respiração mais difícil e o sangue passa pelas veias mais espesso do que o costume. O ar é tramado. Faz falta, embora não o queira ali a interromper. Ok, a coisa complicou-se mais. Já não quero saber do tempo. Nem de nada. Só quero que este momento não desapareça.

 

Cheia de calor por dentro e por fora e a sentir o teu. A tua pele… ai, ai, a tua pele. Havia muito para falar sobre os benefícios da tua pele. O toque. O cheiro. Mas não posso. Estou a trabalhar, a coisa pode descambar e isto é um open space!

 

TNT

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Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Quem sou eu?

Num jantar de amigos fala-se de promiscuidade. Aparentemente, cada pessoa tem a sua noção de promiscuidade, conforme os seus interesses. Na minha acepção, ser promíscuo é ser-se indefinido, incerto, misturar tudo e não decidir nada. É agradar a gregos e a troianos e fazer pactos com deus e com o diabo. É dizer-se de esquerda e votar à direita, é ser-se filiado no CDS e conselheiro de Francisco Louçã. É ter duas, três, quatro pessoas ao mesmo tempo, é saber gerir uma agenda de conflito com mestria de MBA. É ser-se católico praticante e adúltero. É caminhar de A para B e de B para A, fazendo algumas visitas guiadas ao resto do abecedário, incluindo o K, W e Y. E voltar para A. E depois para Z.

“És uma falsa promíscua” – diz-me o único homem presente na mesa.

Enganam-se. Não sou sequer promíscua. Não tenho coração nem estômago para isso. Sou observadora, estratega, caçadora e temerária. Faço o que digo. Digo o que faço.

 

Sou uma desbocada. Sou, talvez, doida. E não sou moralista. Não faço juízos. Não critico. Sou (quem sabe?) insustentavelmente leve.
 

TNT

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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Casamento e outras bestialidades

Esta coisa do casamento homossexual baralha-me um bocadinho. E não é só por ser entre pessoas do mesmo sexo. É mais o próprio casamento que me baralha.

Neste país de brandos costumes não há fim-de-semana que não sejamos acordados pelo som hediondo das buzinas que teimam em festejar o enlace de dois seres. E, para mim, não se põe o problema de ser entre dois homens, duas mulheres, um homem e uma mulher, uma mulher e um grand danois, um homem e um hamster.

O que realmente me perturba é gente que quer casar. E também me aborrece um bocadinho os nossos políticos, a quem pagamos os ordenados, investirem tempo nestas coisas da legislação do casamento homossexual. É que legislar casamentos cheira a naftalina que ferve!
Os homossexuais só querem casar porque não podem! Porque se pudessem - e se soubessem como é - fugiam do número de circo a sete pés. Com plumas e lantejoulas, mas fugiam.

As pessoas querem este assunto debatido e, de repente, os políticos que nunca tinham pensado nisto, são obrigados a fazê-lo. Oh, meus senhores… não se pode fazer tudo o que o povo quer! Até porque o povo não sabe o que quer, na maioria das vezes.

O povo precisa de orientação. O povo precisa de dinheiro. O povo precisa de ópio seja de que forma for. O que o povo não precisa é de casar.
 

TNT

publicado por TNT às 17:20
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