Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

25 de Abril de 2012

A propósito dos Capitães de Abril não quererem fazer parte das comemorações deste ano. Se há pessoas que conquistaram o direito de quererem fazer, ou não, parte de uma instituição, são estes senhores. É outra forma de se revoltarem, pois as revoluções nem sempre se fazem com chaimites.

Estes senhores fizeram o que nós não temos coragem, numa altura em que o clima de medo – embora manifestado de formas diferentes – era muito semelhante ao que se vive hoje.

As revoluções de hoje não passam de balelas no facebook, de bocas no twitter ou de, como aqui faço, posts nos blogs. Perdemos a coragem. Temos medo. Eu tenho.

Todas as semanas aumentam os combustíveis e o que é que fazemos? Filas intermináveis nas bombas para conseguirmos o ouro negro um ou outro cêntimo mais barato.
Os medicamentos aumentam vertiginosamente e o que é que nós fazemos? Não os tomamos, pode ser que a doença crónica passe.

E quando leio coisas como esta, até me revoltam as vísceras. Uma cambada que não tendo vergonha na cara, ainda um dia há-de, desgraçadamente, governar-nos.

Se os Capitães de Abril não querem pactuar com toda esta vergonha, até os aplaudo de pé. Homens de coragem que fizeram a mais fantástica Revolução que conheço.

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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

A Arte da Guerra

À Sra. Canavilhas, ao Sr. Tozé Brito, à SPA, à GDA, à AGECOP e restante pandilha

Estávamos em 1989 quando comecei a trabalhar em publicidade. Era copy writer. Até cheguei a ganhar um prémio ou outro. Trabalhava horas a fio e ganhava razoavelmente bem. A minha entidade patronal recompensava o meu esforço, mas a SPA não. Sempre desconfiei deste tipo de empresas/sociedades/cooperativas onde não se percebe exactamente quem faz o quê e para onde vai o dinheiro. A SPA é uma máquina de triturar dinheiro como são outros institutos congéneres. Habituei-me. Sou portuguesa com muito orgulho, mas sei que há sempre polvos neste país que se sabem movimentar muito bem independentemente da cor dos governos. São escorregadios, ubíquos e gente que se deve evitar a todo o custo. E tentei sempre evitá-los. Até hoje.

Dizem estes senhores que devo pagar uma taxa quando adquiro suportes de armazenamento. Insurjo-me da mesma forma como me insurgiria se chegassem aqui a casa e tentassem assaltar-me. Porém, n'A Arte da Guerra - Sun Tzu, livro milenar sobre estratégia militar - ensina-se que devemos lutar com as mesmas armas e a um nível superior do inimigo. Para caçar pardais, usamos fisgas ou pressões de ar. Para caçar veados – não vejam isto como uma ofensa às vossas orientações sexuais – usa-se uma caçadeira. E para caçar escroques? Bom, parece que os próprios se deixam caçar pela sua incomensurável ganância.

A SPA publicou um comunicado onde enunciava o abaixo-assinado de mais de uma centena de autores. Horas depois, um dos supostos assinantes, António Pinho Vargas, após ter sido interpelado acerca da sua participação nesta lei obscena, diz abertamente que não foi contactado pela SPA para o fazer e que não assinou nada.

Gabo-lhe a coragem. Outros há, que mesmo vendo lá falsamente os seus nomes, não se arriscam por recearem represálias. Gabo também a coragem dos primeiros artistas a manifestarem-se contra esta proposta de lei ainda antes do dito abaixo-assinado.

As redes sociais começaram a funcionar. As pessoas começaram a partilhar. As pessoas perceberam que lhes estavam novamente a ir aos bolsos. E a tal orquestra de que os senhores falam começou a afinar. Sem maestros. Porque hoje as coisas mudaram. As pessoas comuns têm voz e não precisam que lhes indiquem o caminho. As pessoas comuns têm acesso à informação e já não são enganadas com a facilidade de outros tempos. E quando tentam amordaçar as pessoas comuns, elas revoltam-se.

 

Vocês têm grandes agências de comunicação pagas a peso de ouro – com o dinheiro dos vossos cooperantes – e não é à toa que apresentam passivos obscenos.

 

As pessoas comuns têm a razão e a Internet, meus caros! E a razão e a Internet, mesmo sendo de baixo custo, são muitíssimo mais poderosas que o polvo... que se quer é 'à Lagareiro'.


Não ameacem as pessoas comuns. Porque aquilo que nos diferencia é que nós temos razão. Ah, e já agora, e à laia de rapariga reguila que sou, há mais uma diferença… nós temos a vossa morada.

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2011

Thursday bloody Thursday

Já passou uma semana, já estou mais calma, já posso falar nisto.
Os tempos que passei lá fora a lutar pela vida com uma garrafa de Macieira – mentira, eu bebo vodka, desculpem – tornaram-me mais patriota. Sempre defendi o meu país de uma forma quase encantatória. Quem não era português até ficava com vontade de o ser.

Na quinta-feira passada tive vergonha de ser portuguesa. Tive vergonha do meu país. Tive vergonha dos portugueses.

O governo deu tolerância de ponto. Mal, no meu ponto de vista. O fim-de-semana já era suficientemente grande, não havia necessidade de mais uma tarde. E os portugueses que bramam diariamente contra o governo, Sócrates, políticos, política, deputados e tudo o que possa representar os poderes instituídos, alaram com uma pinta que era vê-los em filinha a caminho dos Allgarves.

Se protestam tanto contra as medidas do governo, deviam ter ficado a trabalhar. Isso sim, era uma estalada na corja!

 

Mas que raio de gente é esta? Acham que os protestos se devem ficar pelo Facebook? Pois, um clique aqui e uma petição ali é fácil, não é?

Tolerância de ponto não significa feriado. Não é obrigatoriedade de não se pôr os cotos no emprego. Tolerância de ponto significa não se ser penalizado, caso não se vá trabalhar.

Se TODOS tivessem ficado nos seus postos de trabalho mostravam aos governantes de que massa se faz um português. Era um protesto à séria, um exemplo de integridade e consciência da situação do país. Era um grito de revolta. Era um alerta vermelho para os senhores do FMI que vão decidir os nossos desígnios nos próximos anos. Era como afirmar ‘Nós não somos quem nos governa. Somos melhores’.

Mas na realidade não somos. Nós somos quem nos governa. Somos iguais. E temos aquilo que merecemos. Nem mais, nem menos.

publicado por TNT às 00:02
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Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

As crises

A primeira vez que vi gente a viver nas ruas foi no início dos anos 90 (1991/92?) no Rio de Janeiro. Famílias inteiras nos passeios de Copacabana com lençóis, tachos e tudo o mais que se costuma ter debaixo de um tecto. Nunca tinha visto semelhante coisa, embora ouvisse falar da pobreza que se vivia naquele país. Foi nessa altura que decidi que não devia passar férias em países em que as pessoas viviam desta maneira enquanto eu me alambazava de caipirinhas numa esplanada mesmo ali ao lado.

Saliento que olhar de turista nunca é o mais acertado. É preciso andar nos transportes nas horas de ponta, frequentar os mercados e talhos diariamente e as tascas onde o povão almoça.

Por razões profissionais, por volta de 95/96 passei algum tempo da minha vida em Dublin, Irlanda. Na altura, falava-se do exemplo da Irlanda e de como tinham aplicado os fundos da então CEE. Na verdade, eu não conseguia ver nada. Mas lá pensei que os fundos tinham sido investidos no interior em indústrias ou agricultura, benefícios que não se sentiam na capital do país. Dublin era igualzinha a Lisboa, apenas mais cinzenta por causa do clima. Em termos de desenvolvimento não havia nada a salientar. Boa onda, muitos copos, comércio fechado às 17H00 e mais copos a seguir. Volto para Portugal e comento com algumas pessoas que me diziam que eu devia estar doida, que Irlanda era um exemplo. Acabei por concluir que tinha abusado do Black Bush e que afinal não tinha dado por nada daquilo que os jornais falavam.

Passados 10 anos vou trabalhar para Madrid, Espanha. Por essa época falava-se que este país era a 5ª maior economia do mundo. Andei de metro e de comboio à hora de ponta. Trabalhei numa empresa com 300 funcionários. Acordava por volta das 6h30 e vivia num hotel numa zona nobre da cidade, junto à Castellana. E garanto-vos que o que eu vi nas ruas de Madrid batia aos pontos a miséria que presenciei no calçadão do Rio de Janeiro. E, sim, estava na Europa, num suposto país do Primeiro Mundo e na tão afamada 5ª maior economia do mundo. Quando voltei a Portugal disse a várias pessoas o que tinha visto. Que achava que a tal grandiosa economia estava colada com cuspo e que tudo não passava de uma gigantesca operação de cosmética em que os espanhóis são imbatíveis. Só para dar um exemplo estúpido mas que diz muito: as espanholas andam sempre muito bem penteadas e vestidas, mas não tomam banho. Por fora a coisa até aparece apetecível, mas o cheiro a podre é perceptível a léguas. Desde que se esteja lá.

Não percebo nada de economia, nem de PIB’s, nem de taxas de crescimento. Sou uma total leiga na matéria. Mas sei o que vejo. E o que eu vejo em Portugal é que numa página de jornal lê-se que a taxa de desemprego entre os jovens ronda os 23% e na página seguinte também se lê que o concerto da Shakira está esgotado. Em que é que ficamos afinal?

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Domingo, 27 de Junho de 2010

Portugal vs Espanha

Portugal joga contra Espanha na próxima terça-feira.
Os jogadores talvez não saibam, mas há muito mais em jogo do que um Mundial de futebol que já por si é muito importante.

É importante para a auto-estima nacional, para o valor dos jogadores portugueses no mercado internacional, num prestígio que muitas vezes não conseguimos fazer notar noutras áreas, apesar de existir. O futebol chega mais rápida e facilmente às pessoas do que a ciência, a medicina, a literatura e as artes em geral. Somos um povo virado para o futebol até porque, noutros tempos ainda mais tristes que estes, era a única alegria que nos era permitida.

Um jogo Portugal vs Espanha é sempre mais do que um jogo. É o orgulho nacional. É o grito dos nossos antepassados que com mais ou menos Padeira nos mostraram ser possível enxotar a má vizinhança. É uma luta secular. E tudo isto nas mãos, ou melhor, nos pés dos jogadores que entrarão nesta batalha.

Nesta altura do campeonato, podemos estabelecer um paralelismo entre o jogo que se avizinha e a questão da espanhola Telefónica em relação à portuguesa PT. Se o futebol move muitos milhões, a PT dá trabalho a milhares de famílias portuguesas.

A Telefónica é dez vezes maior que a PT; a selecção espanhola é campeã da Europa. A Selecção portuguesa tem Cristiano Ronaldo, um dos melhores jogadores do mundo e muito admirado em Espanha; a Telefónica tem César Alierta um dos melhores CEO e admirado por muitos empresários portugueses. A PT tem Zeinal Bava, o melhor CEO europeu na área das telecomunicações;… e Espanha?

Quem serão as ‘Padeiras’ da PT e da nossa Selecção?

A História conta-nos que uma só pessoa pode fazer a diferença. Pode mudar o curso de um país. Vamos acreditar ou deixar de marchar contra os canhões?

Há muito mais em jogo que um jogo de futebol. FORÇA PORTUGAL!

publicado por TNT às 23:59
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

O fim do mundo

Comecem a comprar latas de atum e garrafões de água!

Sabemos que estamos perto do fim, quando ouvimos o Sr. Pinto da Costa a exigir que alguém investigue a corrupção no futebol português...

publicado por TNT às 12:58
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Há gente que me irrita

Nesta época festiva em que, supostamente, devemos ser mais solidários, tolerantes, compreensivos, acaba por ser a altura do ano em que fico mais irritada com (quase) toda a gente que me rodeia. Apenas, suponho eu, porque há mais gente a pairar no mesmo espaço que o costume.

Sabem aqueles que nos centros comerciais ao subirem ou descerem as escadas rolantes ficam animadamente ou com ar de bois a olhar para palácio especados à saída das ditas? E o resto das pessoas – que não lhes devem interessar para nada – ficam ali a tentar sair desesperadamente do raio das escadas a recuar em cadência, simplesmente porque as bestas da frente decidiram ficar a pensar na vida à saída de um mecanismo que não pára… Aquilo não pára, sabiam??

Ou aqueles, que na fila da caixa do supermercado avançam logo e ainda não acabámos a nossa função (ingrata) de pagar? Quando a menina nos diz quanto é a dolorosa, lá têm de recuar com os carros todos e as crianças empoleiradas aos gritos para nós podermos proceder ao “verde-código-verde”. Será que eles não pagam e por isso não conhecem as regras?

E ainda aqueles que se arrogam de mais direitos que os outros em épocas natalícias – vai na volta ainda são parentes afastados do JC ou do S. Nicolau – e passam à frente de toda a gente só porque têm o gelado ao lume ou um urso polar no quintal?

Noutro dia, no Corte Inglés, estava na fila da recepção do supermercado para deixar umas coisas. Estava uma senhora a ser atendida há horas e a fila adensava-se. Aparentemente, o saco que ela tinha deixado lá no bengaleiro tinha desaparecido. Já toda a gente estava com um ar desconfiado a pensar duas vezes se deveria deixar os bens preciosos como o chapéu-de-chuva neste serviço, quando a dita senhora começa a dizer que eles tinham de lhe pagar a dita gabardine que ela tinha comprado, bem como o transporte para casa, uma vez que já ia perder o comboio ou lá o que era. Toda a gente achava que a senhora estava coberta de razão. Eis senão quando, a menina que estava já com um stress desgraçado, perguntou-lhe quando é que a senhora tinha deixado lá as coisas. Resposta: Há cerca de um mês atrás!

- Eh pá, faz-te à vida e deixa-me passar à frente, ó minha grandessíssima tecla 3! – não disse, mas fiquei cheia de vontade. Pelo sim, pelo não, passei-lhe à frente.

E pronto, lá se vai a solidariedade, compreensão e tolerância, valores tão bonitos, (principalmente) em época festiva…
 

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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Importa-se de repetir?? - II

Sousa Cintra no seu melhor:

 

“Pedro Santana Lopes é o melhor presidente da Câmara de Lisboa desde o Marquês de Pombal”

 

sinto-me:
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Qual foi o melhor 'esmiuçado'?

Vamos lá saber quem se saiu melhor!

 

 

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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Retrato de um debate

Sobre o debate entre Manuela Ferreira Leite e Jerónimo de Sousa não tenho muito a dizer a não ser que foi comparável a uma lamela de Lorenin. Posto isto, vamos ao debate que me fez delirar: Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas.

Começo por dizer que não nutro especial simpatia por nenhum deles. Porém, o Paulo Portas superou-se.

Acredito que tenha tirado a senhora do sério ao insistir chamá-la de “ó Dra. Manuela, ó Dra. Manuela!”. Ela só devia pensar: querem lá ver este pirralho a tratar-me com esta familiaridade toda? Logo a mim, uma senhora tão séria, respeitável e cheia de pergaminhos? Se bem que o meu irmão naquele programa onde fala todas as semanas faz estalar o verniz todo e, assim, como é que alguém me pode respeitar? Bom... e andar de braço dado com o Alberto João também não abona nada a meu favor, mas teve de ser...

A determinada altura e a propósito da ‘asfixia democrática’ na Madeira, Paulo Portas refere que um debate como aquele que estavam a ter seria impossível naquela região. Ao que a senhora responde: ó Dr. Paulo Portas, e sabe porque é que é possível termos este debate aqui? Porque eu impus, porque eu impus... Ele, não a deixando terminar a frase digna dos maiores valores democráticos ocidentais, sai-se com esta: “ó Dra. Manuela, em democracia não se impõe nada!”.

Pimba! Touché!

Independentemente de não simpatizar com a personagem Paulo Portas tiro-lhe o chapéu a esta e outras tiradas que teve ao longo do debate. Combateu o cheiro a mofo com o melhor ambientador que o dinheiro pode comprar. E, já agora, também concordo com ele no que respeita ao Rendimento Mínimo Garantido. Fiscalize-se convenientemente, faça-se cortes em conformidade e, a quem realmente precisa, seja distribuído parcialmente em géneros.
 

TNT

publicado por TNT às 21:01
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