Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

Reality check!

Sou sincera demais. Já percebi isso. Já cheguei a essa conclusão há anos atrás. Mas tenho muitas dificuldade em deixar de ser. E acreditem que já tive mil e uma provas que deveria ser mais contida, mais enigmática, mais misteriosa e mais mentirosa. Mas a coisa para mim não é fácil.

Embora eu pespegue com a informação que considero necessária, quiçá mais do que necessária, aos homens que me rodeiam, eles nunca sabem o que hão-de fazer com ela. Não sei se por ser demais, se por ser demasiado diferente, se por eles acharem que só estou a armar aos cucos e que afinal sou uma sonsa acabada de sair das berças, não sei. Só sei é que digo, que explico, que exponho e nada é apreendido.

Porque eu digo que sou fria e distante. E isto não é apenas uma frase para causar qualquer tipo de impacto junto a um grupinho de góticos pálidos. Eu sou realmente fria e distante! Porque eu tenho sempre muitas solicitações. Eu não digo isto para acharem que sou a maior e toda a gente me quer e tal e tal. A minha vida é um desassossego permanente cheia de acontecimentos e gente all over. E finalmente que vivo rodeada de homens. Acham que digo isto porque me dá um ar irreverente. Fashion. Mas depois a crua realidade é mais dura do que se poderia supor!

O que fazer nestas situações? Dizer menos? Não dizer de todo? Esperar que as pessoas apreendam os meus estados de alma e que vão batendo com a cabeça nas paredes até aprenderem? Não sou adepta desse método. Se existem instrumentos que facilitam a aprendizagem, porque não usá-los?

Se com briefings, as coisas já são difíceis, imaginem o que seria levarem com o impacto da surpresa!

Check, please!

TNT
publicado por TNT às 09:33
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Sábado, 21 de Abril de 2007

Os Príncipes do Éter

As relações virtuais fascinam-me...
Em tempos apresentei uma amiga a um amigo que vive fora. Eles entenderam-se muito bem durante uns dias, mas depois ele teve de voltar para o outro lado do Atlântico. Porém, a afinidade tinha sido tão grande que acabaram por se corresponder durante meses, entre messenger, mails, telefone, etc. Ele ligava-lhe todas as noites, ela enviava-lhe um mail todas as manhãs. Por manhas do destino acabaram por se afastar. No entanto, aquela relação passada essencialmente no éter, era mais forte e estava mais consolidada do que muitas que conheço por aí.

As relações desenvolvidas neste meio são muito mais genuínas, quanto mais genuínas as pessoas forem. Pelo facto de não haver a barreira física da expressão menos feliz ou de um olhar mais crítico, a facilidade da aproximação é deveras atraente. Conseguimos falar de tudo e mais alguma coisa, confessar os nossos receios e fraquezas, porque na verdade, temos sempre a secreta esperança, que aquela pessoa não existe. É apenas um reflexo daquilo que gostaríamos de ter. Nunca a vimos, nunca lhe sentimos o calor ou o cheiro da pele e no entanto está mais próxima de nós e da nossa alma do que alguma outra poderia estar, aqui mesmo ao lado.

A dependência, o hábito e o vício da palavra tornam-se parte integrante das nossas vidas. A partilha da métrica silábica e dos estados de alma no ciberespaço, necessária. E a ressaca da ausência, pesada.

Como diz a letra “A desejar o que não tive, agarrado ao que não tenho*...

Será possível sentirmos falta do que nunca tivemos? Será legítimo ter saudades do desconhecido?  E a intensidade do desejo, será que se desvanece com o conhecimento?

Talvez o melhor, seja o permanente adiamento do encontro. Sem desilusões, sem expectativas goradas. Príncipes e princesas encerrados em torres de chips, motherboards e cristais líquidos.

TNT

* Não Sou o Único - Xutos & Pontapés
publicado por TNT às 13:48
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Sábado, 14 de Abril de 2007

Aaaaai a p*** da minha vida!

Ontem, em mais uma noitada, depois de um jantar com uma amiga de sempre, flirt q.b. no restaurante (quando nos juntamos não resistimos), ir ter com mais amigos ao La Moneda, fui finalmente ao meu bar de sempre.

Uma vez lá e depois de uma série de fait divers e de umas quantas sms revitalizadoras, reencontro um velho amigo do meu universo de jogos. Falamos de relações passadas e presentes. Ele diz que eu sou doida, rimo-nos durante um bocado e pergunta-me se já conheço a casa de um amigo comum, que é muito gira e tal. Digo-lhe que não, que não conheço e que dificilmente irei conhecer. Que a namorada dele me odeia, já se sabe como é...

Ele concorda, diz que a ex-mulher dele também me odiava. E acrescenta neste tom: tu és como nós, comportas-te como nós, mas és muito feminina. Elas não suportam isso. Passas tantas horas como nós a jogar, gostas de coisas que mais nenhuma mulher gosta e tens os mesmos problemas com os homens que nós temos com as mulheres: não tens pachorra para parvoíces, não lhes dás a atenção que eles querem ou precisam, sais com os teus amigos sem eles, fazes coisas estranhíssimas, deixas os gajos agarrados porque te apetece viajar sozinha, and so on...

Eu fiquei estarrecida. Lendo aqui preto no branco (estou a escrever no word) consigo ver que tudo isto é verdade... e muito mais. Mas ouvir estas coisas todas de uma vez da boca de um amigo homem, é um bocadinho constrangedor. Não me parece que as características apontadas sejam tipicamente masculinas. Tenho a certeza que outras mulheres têm este tipo de problemas e preferências, mas...

Querem lá ver que tenho aqui o cromossoma Y a espreitar? Ou serão eles que estão a ficar desmesuradamente mais femininos?

TNT
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Terça-feira, 10 de Abril de 2007

Os girinos de vuestros hermanos

Hoje na primeira página do jornal Metro vinha qualquer coisa como “Mulheres portuguesas engravidam com esperma espanhol”. Eu não li a notícia mas percebi que tratava da falta de legislação para bancos de esperma portugueses e que por isso as clínicas de fertilização são obrigadas a utilizar a bicharada do país vizinho...

Como se já não bastasse estarem completamente imiscuídos na banca, telecomunicações, tecnologias, comunicação social, etc, etc, andam também a meter-se na genitália das mulheres portuguesas. E com consentimento dos respectivos. O chamado corno manso, traidor da pátria!

Tenho receio do que possa acontecer daqui a 20 anos. Será que nos vamos transformar num país híbrido de uma mistura impossível digna de uma obra de Stephen King? É que misturar português com espanhol, é como tentar misturar azeite com água. Fica uma nojeira gordurosa que nem aproveita nem sai de cima.

Faço aqui um apelo às mulheres portuguesas! Não se deixem comer pelos espanhóis. Eles que enfiem o esperma deles no ânus castelhano, no recto catalão, na roseta andaluza!

E os homens portugueses que trabalhem melhor, que isto o perigo espreita em qualquer fronteira... Irra! Que já nem fronteiras há! Temos de enfiar uma camisinha em toda a zona da raia para conseguirmos travar esta nova ameaça. Directamente vinda dos confins das cuecas infectas de vuestros hermanos...

TNT
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Sexta-feira, 16 de Março de 2007

As Telepeixeiradas

Atendo uma chamada não identificada no meu telemóvel...

- Tou?
- Tou é a XXX?
- Sim... diga
- Ó minha ganda pu*a, então andas metida com o meu marido?
- Ó querida, a menina vai ter de ser mais explícita... quem é o seu marido?
- Ainda por cima goza, esta va*a...
- Pois minha querida é que como ando com vários, é possível que ande também com o seu. Se tiver a gentileza de me dizer quem é...
- És mesmo pu*a! Como é que é possível...? (por esta altura já chora)
- Claro que sou, é verdade. Aliás se fosse certinha não andava com os maridos das outras e se calhar nesta altura andava a telefonar a outras gajas a insultá-las... Tenha uma boa tarde sim? E olhe, não chore que faz mal à pele. Rugas...!

Suponho que este telefonema tenha tido origem numa infeliz que anda a divorciar-se de um velho amigo meu, que o persegue e como ainda recebe as facturas detalhadas no antigo ninho de amor, vê a quem ele telefona e pimba, vai disto. Enfim, figuras tristes...

Esta criatura pertence a uma família muito chique, endinheirada e cheia de pergaminhos. Calculo que tenha tido alguma educação. Mas nada disso tem importância face ao enorme descalabro que é o de perder o seu “hóme”... Lá estala o verniz, lá se vai o chá, o bule e o abafador. Não há rituais que se salvem e a família que se lixe! O que interessa é fazer escândalos e gritar a plenos pulmões a nossa desgraça para que todo o mundo se compadeça da nossa triste situação de mulheres abandonadas...

Arrrrgh... Que vergonha! Não é nada comigo mas ruborizo de vergonha! Pela minha condição de mulher. Por saber que temos muitas vezes má fama, por causa de cenas infelizes como esta. Por hoje ter ouvido uma história de uma que engravidou para casar com... Por ter sabido de outra história de uma, cujo casamento já estava mais para lá do que para cá e vá de engravidar também. Por algumas mulheres usarem as armas mais primárias e vulgares para sacarem mais uns momentos.

Às vezes é triste ser mulher... Mas quando penso na alternativa... bem afinal se calhar não é assim tão triste!

TNT
publicado por TNT às 00:57
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Quinta-feira, 8 de Março de 2007

O dia da árvore, do cão e do gato e claro... o da mulher!

Irrita-me solenemente haver um dia da mulher.
É de uma inferiorização da nossa qualidade como cidadãs, seres pensantes e autónomos, perfeitamente atroz.

Existe o Dia da Árvore, o Dia da Luta Contra o Cancro, o dia disto, o dia daquilo... e claro o Dia da Mulher. Estamos ao mesmo nível, portanto.

Porque precisarão as mulheres de um dia só para elas? E já agora, porque não têm os homens um dia dedicado a eles? (ah é verdade... têm, têm! É às quartas e chama-se champions league)

Faço desde já o meu apelo, mostrando a maior das indignações, para um dia oficial dedicado ao homem. Não me parece nada bem eles não terem estes benefícios fantásticos de calendário, que como sabem são absolutamente indispensáveis ao nosso bem-estar e dia-a-dia...

Se alguém hoje se aproxima de mim com uma flor... Grrrr!

TNT
publicado por TNT às 11:54
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