Domingo, 3 de Junho de 2007

Sun on the Beach!

Não sei como é convosco mas a praia funciona como um forte afrodisíaco aqui para esta vossa menina. Não sei se é do calor, se da areia, se do sal, se do cheiro dos protectores (sim, porque eu sou branca tipo alforreca) se disto tudo junto. A questão é que funciona como um turn on. E de que maneira!

Há sempre aquele número do “não se importa, passa-me aí o creme pelas costas...?” Ok, eu sei que é uma daquelas pick-up lines vergonhosas, mas pronto... tem de ser! São infalíveis e no saque tudo é permitido!

Sempre ouvi dizer que os romances de verão ficam enterrados na areia. O que dizer dos engates estivais de fim-de-semana? São suficientemente importantes para se erguer um túmulo, uma lápide? Merecem mensagens post-morten?

A mim parece-me que as coisas que surgem assim do calor intenso das praias lusitanas devem esfriar depois de uma bela banhoca e da aplicação do refrescante after-sun..
.

Não há paciência para cremes pegajosos, para homens pegajosos e muito menos no Verão que há tanto para fazer, tanta praia para ir, tanto protector para espalhar....

TNT

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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

Puzzles Sexuais

Supondo que as pessoas que me visitam aqui no blog azul, são maiores tanto de idade como de alma, esclarecidas, inteligentes, experientes e outros predicados elogiosos, vou ser completamente clara e tentar deixar-me de rodeios. Lets talk about sex, ok? Puro e duro!

 

Já referi em algumas das minhas reflexões que as primeiras vezes com determinada pessoa ficam sempre aquém do sonho. Ou melhor, das expectativas. Ou melhor, do desejo... Sei lá! Como somos minimamente experientes já sabemos que nas primeiras vezes não há nem pode haver o encaixe perfeito. Como costumo dizer, sobram braços e pernas por todo o lado, os timings andam normalmente desencontrados, etc... Creio que isto não é surpresa para ninguém e todos nós já passámos por isto. Daí, não criarmos grandes expectativas à volta da “primeira vez” com determinada pessoa. Sabemos que com o tempo, treino, prática e insistência, a coisa se vai compondo. Vamos percebendo os códigos e sinais, as fontes de desejo, os pontos fortes e fracos e por aí fora (ou dentro... sei lá!)

 

Acho que até agora todos nós estamos em sintonia e a identificarmo-nos com esta situação. A coisa começa assim... fraquinha... e depois vai num crescendo até ao alcance da “perfeição”... se possível, claro! É também claro que há pessoas com as quais nunca nos vamos conseguir encaixar, e quanto a isso... Next!

 

Mas agora vamos supor um cenário completamente alternativo. Na primeira vez há encaixe, na segunda o puzzle completa-se e à terceira basta um olhar para se saber exactamente que é ali mesmo e tal e coiso... E não estou a falar de desejo ou vontade. Que estes são próprios dos inícios. Estou a falar do acto propriamente dito. Ali mesmo... luzes, câmara, acção! Já estão a ver o filme? Óptimo!...

 

Se atendermos a que na hipótese mais corrente, a coisa vai evoluindo sempre para melhor, o que prever numa situação assim que já começa (quase) perfeita? Será que tem tendência para piorar? E não é um bocadinho assustador?

A inversão da ordem das coisas é sempre muito complicada... É que nos manuais de gestão sempre nos ensinam a fazer evoluir. Alcançar objectivos e metas. Como é que funciona se partirmos da finish line? Gráficos descendentes?

 

Gestor de projecto invertido, precisa-se. Exige-se experiência neste tipo de assunto para esclarecimento de uma vasta plateia de interessados.

TNT

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Domingo, 13 de Maio de 2007

Intimidade q.b.

Algumas mulheres, mestras na sedução, no engate e nas artes da irremediável manutenção dos machos, atentam a imensos factores e variáveis que, a criaturas mais distraídas ou desmesuradamente seguras, lhes passam completamente ao lado.

Pensava eu, que para criar intimidade com os espécimes masculinos, seria necessário verem-nos como realmente somos, sem subterfúgios nem quaisquer engenhos de dissimulação de alguma ou outra imperfeição que a todos nos assiste. Sei lá, verem-nos de pijama, com o cabelo desgrenhado ao acordar, olhos inchados, enfim todas aquelas generalidades que achamos serem comuns a todos e que todos compreenderiam.

Nada mais errado.

A intimidade, à semelhança de tantas outras coisas na vida, vive apenas e só da aparência. E poupem-nos por favor a ângulos menos sexy e a realidades incontornáveis! Não é para isso que cá estamos... O onirismo tomou conta de nós e quanto a isso, nada a fazer. A não ser conformarmo-nos com o facto de que teremos de acordar duas horas antes do rapazinho, para assim termos o nosso momento barbie e tudo voltar à (a)normalidade da noite anterior.

A intimidade é algo assustador para a maioria das pessoas e a maioria das pessoas temem-na mais ainda do que o próprio compromisso. A intimidade é algo permanente como uma tatuagem indelével.

O resto... são kalkitos!

TNT
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Sexta-feira, 11 de Maio de 2007

O Ar

(Exercício de Escrita)

- Falta-me o ar...! Espera! Espera só um bocadinho, deixa-me respirar...
Ufff... Como é que é possível...? Ui que me caem as lágrimas. Calma... Já está a passar. Eh lá, que isto foi forte! Só tu... só tu para me deixares assim! Com este sorriso idiota, com os lábios colados aos dentes sem conseguir fechar a boca. Fico com os maxilares presos de tensão...

- Tensão? Com ou sem ”n”? Eheh

- Não bates bem, tu... deixas-me assim, desvairada, desorientada, desassossegada e outras coisas terminadas em ada...

- És uma doida! Mas gosto tanto de te ver assim. Sorris com as pupilas. E nunca foges com o olhar.

- Ai... ainda não estou bem. Não sei se me falta o ar, se tenho ar a mais. Mas algo se passa aqui com o ar. Preciso de reaprender a respirar. Sinto-me drenada mas cheia de energia, exausta mas pronta para tudo. Que desvairo!
Encosta-te aqui a mim, deixa-me sentir o teu calor. Encaixa-te lá melhor, vá lá, anda lá com isso... Isso, é mesmo assim.

- Humm... lá estás tu com esse olhar irresistível. É impossível evitar. Tens sexo nos olhos, como é que uma pessoa se pode conter? Impossível!

-.-.-.-


- Ai o telefone, que chatice, toca sempre nestas alturas menos próprias... mas tenho de atender, pode ser uma urgência... “Tou? Ah, olá tudo bem? Eu estou óptima! Ah é? Não me digas...! Temos de combinar, então para nos contares tudo.... só um bocadinho que eu passo-lhe, ela tá mesmo aqui ao lado..."

Sofia, my precious, é o Fred para ti...


(Dedicated to the precious...)


TNT
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2007

Quando eles julgam saber mais que nós...

Sou uma trintona já mais próxima dos quarenta. As minhas amigas são quase todas destas idades. E por causa disso já ouvimos muita tanga. São muitos anos... Admitindo que começámos a ouvir tangas aos 15, já levamos quase 25 anos a ouvi-las. Diariamente, consecutivamente, exaustivamente...

 

No meu Interno Feminino já fiz um post sobre os estilos de tanguistas que há. Porém ainda me escaparam alguns, até porque dei os exemplos mais correntes. Ultimamente eu e as minhas amigas andamos em experiências socio-científicas com rapazes mais novos. Somos umas raparigas todas modernaças e achamos que a actualização é essencial e não podemos ficar presas ao passado. E por isto mesmo, achámos que haveriam coisas novas para aprendermos!

 

Pois é! Doce engano!
Então não é, que quem não se actualiza são eles?
Ainda ontem comentávamos... “Eh pá essa tanga ando eu a dar há mais de 20 anos! Mas ele achava que eu ia acreditar...?"

 

Os putos quando se envolvem com uma mulher mais velha, não têm a noção que o discurso deles já foi desmontado dez vezes, antes mesmo de começarem a falar! Armam-se em espertinhos e pensam ser donos da verdade. Se calhar até são donos da verdade lá na rua deles. Junto às teenagers de jeans dois números abaixo.

Nós temos uma segurança, que nos permite não só desarmá-los, como ainda nos divertirmos até à exaustão a contarmos umas às outras como eles (tadinhos) estão convencidos que são os maiores.

 

Meninos, acordem!
Escusam de se dar ao trabalho... Não se macem com essas coisas, porque nós muito menos! É que não ligamos puto às vossas conversas da tanga. Por isso nem se esforcem! O que nós queremos mesmo, é curtir de vez em quando com uns putos cheios de energia...

Got it?

 

TNT

(À minha amiga Xana que faz anos hoje! Gostaste miúda?)

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Quarta-feira, 2 de Maio de 2007

Quem quer casar com a carochinha...?

Após a ausência, perfeitamente justificada pela comemoração do aniversário do Interno Feminino, eis-me de volta à acção aqui no meu blog mais pessoal. E com um assunto que algumas amigas me chamaram a atenção para este facto que é: Porque é que os homens querem sempre casar comigo?

Nas minhas poucas relações mais sérias, ou mais intensas, ou mais duradouras, deparei-me sempre com a mesma questão: o dilema do casamento/ajuntamento/trapinhos juntos, o que fosse...

Ao reflectir sobre esta questão e vendo o desejo que algumas mulheres têm em relação a este partilhar de vidas, percebo porque é que comigo as coisas sempre jogaram ao contrário. Por eu nunca ter demonstrado o menor interesse pelo casório e filhinhos, as criaturas não se sentem ameaçadas na sua liberdade de macho e decidem por isso avançar sem medos. Só disse que sim duas vezes (ao mesmo), mas desisti uns tempinhos antes. Causa-me borbulhas... e como ligo muito à saúde e beleza da minha pele, não podia levar avante a decisão!

O facto de eles terem a certeza que eu não vou avançar, dá-lhes a total liberdade para pedir e tornar a pedir e pedir novamente! É a segurança total... Ou será por despeito? Será que pensam “... hum, mas esta não quer? Porque é que não quer? Não serei eu merecedor? Não descanso enquanto não a deixar aqui caídinha...” E obviamente, cansam-se e cansam-se até desistirem, ou as coisas acabarem naturalmente! Normalmente é esta segunda opção... Até porque depois quem se costuma cansar sou eu!

As conversas sobre o futuro são uma constante, os planos para daqui a não sei quantos meses fazem parte dos monólogos e o sonho de quando formos velhinhos e tal e tal...

O entusiasmo causado pelo início das relações deixa-os saudosistas de um futuro quase impossível. E sei que esta situação não se passa só comigo! Ainda ontem numa conversa, um amigo confidenciava-me o mesmo...

Será que é esta a estratégia a aplicar se queremos mesmo casório? A estratégia dos contrários? Pelos vistos... se funciona para quem não quer, pode ser uma boa opção para quem quer!

Meninos e meninas que querem casar: experimentem dizer que não querem; olhem de lado com ar chocado quando se fala em planos mais ou menos futuros; expliquem que preferem deixar andar e que depois logo se vê; demonstrem a vossa dificuldade em se comprometerem... sei lá!

Mais do que isto, só se vos comprar as alianças!

TNT
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Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

Reality check!

Sou sincera demais. Já percebi isso. Já cheguei a essa conclusão há anos atrás. Mas tenho muitas dificuldade em deixar de ser. E acreditem que já tive mil e uma provas que deveria ser mais contida, mais enigmática, mais misteriosa e mais mentirosa. Mas a coisa para mim não é fácil.

Embora eu pespegue com a informação que considero necessária, quiçá mais do que necessária, aos homens que me rodeiam, eles nunca sabem o que hão-de fazer com ela. Não sei se por ser demais, se por ser demasiado diferente, se por eles acharem que só estou a armar aos cucos e que afinal sou uma sonsa acabada de sair das berças, não sei. Só sei é que digo, que explico, que exponho e nada é apreendido.

Porque eu digo que sou fria e distante. E isto não é apenas uma frase para causar qualquer tipo de impacto junto a um grupinho de góticos pálidos. Eu sou realmente fria e distante! Porque eu tenho sempre muitas solicitações. Eu não digo isto para acharem que sou a maior e toda a gente me quer e tal e tal. A minha vida é um desassossego permanente cheia de acontecimentos e gente all over. E finalmente que vivo rodeada de homens. Acham que digo isto porque me dá um ar irreverente. Fashion. Mas depois a crua realidade é mais dura do que se poderia supor!

O que fazer nestas situações? Dizer menos? Não dizer de todo? Esperar que as pessoas apreendam os meus estados de alma e que vão batendo com a cabeça nas paredes até aprenderem? Não sou adepta desse método. Se existem instrumentos que facilitam a aprendizagem, porque não usá-los?

Se com briefings, as coisas já são difíceis, imaginem o que seria levarem com o impacto da surpresa!

Check, please!

TNT
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Sábado, 21 de Abril de 2007

Os Príncipes do Éter

As relações virtuais fascinam-me...
Em tempos apresentei uma amiga a um amigo que vive fora. Eles entenderam-se muito bem durante uns dias, mas depois ele teve de voltar para o outro lado do Atlântico. Porém, a afinidade tinha sido tão grande que acabaram por se corresponder durante meses, entre messenger, mails, telefone, etc. Ele ligava-lhe todas as noites, ela enviava-lhe um mail todas as manhãs. Por manhas do destino acabaram por se afastar. No entanto, aquela relação passada essencialmente no éter, era mais forte e estava mais consolidada do que muitas que conheço por aí.

As relações desenvolvidas neste meio são muito mais genuínas, quanto mais genuínas as pessoas forem. Pelo facto de não haver a barreira física da expressão menos feliz ou de um olhar mais crítico, a facilidade da aproximação é deveras atraente. Conseguimos falar de tudo e mais alguma coisa, confessar os nossos receios e fraquezas, porque na verdade, temos sempre a secreta esperança, que aquela pessoa não existe. É apenas um reflexo daquilo que gostaríamos de ter. Nunca a vimos, nunca lhe sentimos o calor ou o cheiro da pele e no entanto está mais próxima de nós e da nossa alma do que alguma outra poderia estar, aqui mesmo ao lado.

A dependência, o hábito e o vício da palavra tornam-se parte integrante das nossas vidas. A partilha da métrica silábica e dos estados de alma no ciberespaço, necessária. E a ressaca da ausência, pesada.

Como diz a letra “A desejar o que não tive, agarrado ao que não tenho*...

Será possível sentirmos falta do que nunca tivemos? Será legítimo ter saudades do desconhecido?  E a intensidade do desejo, será que se desvanece com o conhecimento?

Talvez o melhor, seja o permanente adiamento do encontro. Sem desilusões, sem expectativas goradas. Príncipes e princesas encerrados em torres de chips, motherboards e cristais líquidos.

TNT

* Não Sou o Único - Xutos & Pontapés
publicado por TNT às 13:48
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

Uma História de Amor...

(resposta a um desafio interessante...)

- Pode arranjar-me um upgrade? É que não me ajeito a comer de pauzinhos...
- Não me digas que ainda não aprendeste? Oh Ana... tão moderna tão sofisticada e é isto...!
- Não aprendi nem aprendo! Quero lá saber disso... e depois já tenho pauzinhos na minha vida que cheguem!
- És uma louca e nunca te ficas. Por essas e por outras é que gosto tanto de ti...
- Oh Zé Pedro, sabes bem que tenho umas mãos que parecem uns pés, não tenho jeito nenhum para “lavores”. Foste tu que me ensinaste a fazer laços direitos, lembras-te?
- Claro que me lembro, nem queria acreditar... eras mesmo pequenina. Tão querida, tão gira, tão esperta e viva e tão ingénua e ávida ao mesmo tempo... E eu, dei cabo de ti, estraguei-te, dei-te cabo da vida...
- Não deste nada, deixa-te disso. O que fizeste foi esclarecer-me. Foi abrir-me os olhos logo cedo. Assim poupaste-me a bastantes dissabores, acredita, e quem sabe a alguns divórcios! Fizeste-me ver que o amor é bom, desde que não se ame. Mostraste-me que a desilusão é sempre grande quando se espera muito. Não vejo nada de mal nisto...
- Sim, mas nunca mais amaste... nunca mais te deste...
- Ok, é verdade, mas isso não é necessariamente mau. É verdade que depois de ti, construí um bloco de gelo à volta do músculo cardíaco. Indestrutível até hoje, mas...
- ...mas isso é muito mau, não percebes? Eu cortei uma parte da tua vida que tu devias ter vivido na plenitude.
- Para amor, chegou-me o teu. Foste o meu príncipe. Não encantado, porque não acredito em contos de fadas. Mas um príncipe, na mesma...
- Então porque é que nunca quiseste casar comigo??
- Porque gostavas demasiado de mim... e porque gostava demasiado de ti...
- Desculpa?? Não percebo!...
- Eu sei que não percebes. Gostavas demasiado de mim para perceber. Tu sempre disseste que eu te ia deixar. Quanto mais não fosse, por causa da nossa diferença de idades. E talvez tivesses razão. Ou talvez eu não seja mulher para casar. Ou talvez eu não merecesse o teu amor. Ou talvez eu te respeitasse demasiado para considerar o teu pedido! Já pensaste que nunca me quis casar contigo, por te admirar demasiado? Por te respeitar como nunca respeitei nenhum homem...? (nem voltei a respeitar, agora que falamos nisso). E sabia que te iria fazer sofrer mais tarde ou mais cedo, enquanto gostasses assim de mim. Sei lá, olha nunca sei muito bem quando penso nisto. E quando me perguntam nunca sei muito bem o que responder. Mas vivemos uns anos fantásticos! E é preferível termos estas recordações, não te parece? Por isso, agora podemos estar aqui de mão dada, em vez de nos olharmos de lado quando nos cruzamos na rua. Muito melhor, mais civilizado, mais primeiro mundo, definitivamente!
- Nem nunca tive a noção que tinha sido o teu “príncipe”...
- Pois é, fica sabendo que foste. Tens um pódio só teu. Não estás em primeiro nem em segundo lugar. Estás sozinho nesse pódio e por isso nunca serás destronado. Hein, já viste a tua sorte?
Humm... este sashimi está divinal, não achas? Está mesmo a saber-me bem!
- Não mudes de assunto... se bem que, estou sem palavras...
- Nesse caso... vamos apreciar estas iguarias nipónicas e sonhar que estamos em Tóquio. És um chato! Nunca quiseste viajar comigo... só querias era freakalhices de caravanas pelos campos fora, e as estrelas e mais não sei o quê... e eu em Nova Iorque alone by myself! O que eu queria era néons e monóxido de carbono e tu só me falavas dos encantos telúricos. Seeeca!
- Era o amor! Ali a dar-me forte e feio!
- Ai Zé Pedro isso não era amor, era uma chatice, tem paciência...
- Só tu é que me dizes essas coisas. As outras ficam todas contentes!
- És um palhaço... Não me venhas falar das outras! Não há comparação sequer, hello?? Achas normal estares a falar das outras nesta altura do campeonato? Ou já te esqueceste porque é que nos separámos...? Eu não! Não me irrites que fico cheia de azia!
- Oh Anita, não era nesse sentido, não fiques assim... Mas tens razão, não torno a dizer estes disparates...
- Acho bem... tenho pouca paciência para parvoeiras.
- (...)
- A verdade é que me consegues enervar como ninguém. E magoar também. Se outro qualquer me falasse assim, entrava-me a 100 e saía a 200. Contigo, fica cá e dói e mói e corrói. Tu nunca terás a noção, nunca! Sempre disseste que eu era fria e distante e dura e sei lá mais o quê, mas nunca percebeste que era para me proteger. Eu tinha de me proteger. Senão, não sei o que seria de mim... Que merda! Não me apetecia nada estar a recordar estas coisas, que chatice. Nem devíamos ter vindo jantar, é sempre a mesma coisa! Tu não resistes e eu não suporto...
- Pois... eu fiz-te mesmo mal. Ao fim destes anos todos e ainda ficas assim.
- É verdade, sim! Fizeste! Pronto, fizeste! Está feito! Mas temos de ver o lado positivo da coisa. Se não fosses tu, provavelmente eu não escreveria a cascar nos homens! Não teria nada para exorcizar! Assim como assim, vou divertindo e acalmando algumas almas mais inquietas! Temos de tentar sempre tirar o melhor partido das situações, sí cariño?
- Pronto! Concedo!
Café, vais querer?
- Eu passo-me contigo realmente... Ao fim de quase vinte anos e não sabes que não bebo café? Só ao estalo!
- É para te irritar... tontinha!
----
- Brrr está imenso frio cá fora. Vamos embora, também já é tarde. E estou gelada, chiça, está mesmo frio!
- Anda cá que eu te aqueço...
- Bom, já estivemos a falar melhor... mas estou mesmo gelada, dá cá o braço vá, que assim não se vão as virtudes!
- Sabes que és a mulher que qualquer homem sonharia ter ao lado...
- Sabes que és o homem que qualquer mulher sonharia ter ao lado...
- Amo-te...
- Eu também...
- Fica bem. Cumprimentos ao Miguel...
- Tu também. Cumprimentos à Joana...

TNT
publicado por TNT às 21:49
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Sábado, 14 de Abril de 2007

Aaaaai a p*** da minha vida!

Ontem, em mais uma noitada, depois de um jantar com uma amiga de sempre, flirt q.b. no restaurante (quando nos juntamos não resistimos), ir ter com mais amigos ao La Moneda, fui finalmente ao meu bar de sempre.

Uma vez lá e depois de uma série de fait divers e de umas quantas sms revitalizadoras, reencontro um velho amigo do meu universo de jogos. Falamos de relações passadas e presentes. Ele diz que eu sou doida, rimo-nos durante um bocado e pergunta-me se já conheço a casa de um amigo comum, que é muito gira e tal. Digo-lhe que não, que não conheço e que dificilmente irei conhecer. Que a namorada dele me odeia, já se sabe como é...

Ele concorda, diz que a ex-mulher dele também me odiava. E acrescenta neste tom: tu és como nós, comportas-te como nós, mas és muito feminina. Elas não suportam isso. Passas tantas horas como nós a jogar, gostas de coisas que mais nenhuma mulher gosta e tens os mesmos problemas com os homens que nós temos com as mulheres: não tens pachorra para parvoíces, não lhes dás a atenção que eles querem ou precisam, sais com os teus amigos sem eles, fazes coisas estranhíssimas, deixas os gajos agarrados porque te apetece viajar sozinha, and so on...

Eu fiquei estarrecida. Lendo aqui preto no branco (estou a escrever no word) consigo ver que tudo isto é verdade... e muito mais. Mas ouvir estas coisas todas de uma vez da boca de um amigo homem, é um bocadinho constrangedor. Não me parece que as características apontadas sejam tipicamente masculinas. Tenho a certeza que outras mulheres têm este tipo de problemas e preferências, mas...

Querem lá ver que tenho aqui o cromossoma Y a espreitar? Ou serão eles que estão a ficar desmesuradamente mais femininos?

TNT
publicado por TNT às 14:13
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